Vamos Ver Um Dia Os Metallica Em Holograma? Lars Ulrich Responde
Tudo começou quando, em 2012, Snoop Dogg cantou no festival Coachella com um holograma de Tupac Shakur. Depois o Cirque Du Soleil mostrou uma versão holográfica de Michael Jackson. E recentemente foi anunciada a tournée mundial de um holograma de Ronnie James Dio ao lado de músicos de carne e osso que passaram pela sua banda de apoio.
E agora Lars Ulrich, baterista dos Metallica, falou sobre a possibilidade de um dia a banda usar este recurso durante entrevista.
“Por mais idiota que possa parecer e pode parecer parvo eu exagerar, o que é um concerto? O que é música? O que é um espetáculo? Para mim se trata-se de algo para ligar as pessoas, e é sobre partilhar uma experiência juntos. É o que tentamos fazer quando saímos em digressão é romper as barreiras entre a plateia e a banda. É basicamente acabar com qualquer divisão que exista entre o público e o artista. E eu fiquei a pensar: “Quem sabe um dia?”. Se o objectivo principal é juntar as pessoas para partilhar uma experiência, porque motivo precisam do Lars Ulrich, do James Hetfield, do Kirk Hammett ou do Robert Trujillo? Se vocês têm a música, o equipamento, as luzes, o vídeo, com o tempo vai existir uma versão onde os técnicos conseguirão fazer com que a inteligência artificial toque tudo que for preciso”.
Depois, ao ser questionado se gostaria de ser um holograma daqui a cem anos, Lars respondeu: “Não sei sobre os outros tipos, mas para mim quando acabar, acabou. Se houver uma maneira de fazer que seja uma coisa fixe e não apenas para ganhar dinheiro… porque no final das contas – e estou a ser sério sobre isto – quanto mais penso nesta coisa da música e os Metallica… as pessoas perguntam: “Como é estar nos Metallica?” Todos fazemos parte dos Metallica. Os Metallica é algo que existe no ar. O Lars Ulrich não é dono dos Metallica. O James Hetfield não é dono dos Metallica. Os Metallica não são donos de si mesmos – os Metallica são algo que todos partilhamos, que todos usamos para estarmos ligados. Acredito que a necessidade humana básica é se ligar a outras pessoas – esforçamo-nos para isto seja possível. Então se houver uma maneira disto acontecer daqui a cem anos e eu for um holograma, para mim está tudo bem.”