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18 Dezembro 2016

Comunicado Da Direcção De Programas Da Rádio SuperFM

Almada, 9 de Dezembro de 2016

Esta carta é sobretudo dirigida aos ouvintes e pessoas que “gostam” da SuperFM.

Quem vos escreve é o Rui, o Director.

Esta carta podia ser muito longa, mas vou tentar resumir ao mínimo: Irei usar músicas ( em forma de analogia) para perceberem melhor o que vai cá dentro…

1) Fui habituando quem escutava a Super ( pela direcção que decidi dar ao projecto) a perceber que, havendo alguma comunicação, algo a dizer, viria sempre da minha parte. Mas, apesar de perceber que todos me olhavam como o “gajo “ que decide, no fundo eu fui sempre um de vocês: Um ouvinte que, até 2009 não se identificava com o que as Rádios de FM tinham para oferecer. E achei que, podia ter chegado a hora de fazer renascer um projecto que nos disse muito quando éramos jovens. Primeira questão a destacar :

2) “Xutos – O que foi não volta a ser”…

As pessoas mudam, os tempos fazem as pessoas mudar, e no final do dia, aqueles que julgávamos sempre ao nosso lado e com os mesmos ideais que nós, um certo dia decidem ser outra coisa. Normalmente é sempre por dinheiro, outras é por um sentimento qualquer que lhes diz que “ele devia ter virado à esquerda e virou à direita, vai destruir o que nós criámos…” Só quem não dirige nunca teve de tomar decisões duras, fracturantes. E em sete anos, muitas foram tomadas, que não eram as mais democráticas, mas, para quem dirige, eram as necessárias. Todos temos a nossa opinião, todos temos direito a manifestá-la, já não devemos desejar o mal de algo ou alguém só porque não estamos de acordo com o rumo tomado ( e este foi o que mais aconteceu). Faz parte do passado, um dia, poderei escrever um livro, onde falarei, com as minhas palavras o que ia na alma nesses momentos ( isto no que toca a amigos e funcionários). Mas de passado vivem os museus, e interessa não alongar esta missiva.

 

3) “Manic Street Preachers – This is My Truth, Tell me Yours ”

Factos:  A SuperFM é a Rádio, a emitir do Distrito de Setúbal, com mais share de audiência ( Fonte: Marktest). Actualmente tem audiência medida na Grande Lisboa e no Litoral Centro. Nas plataformas televisivas, quando é colocada em destaque na página de entrada de uma delas, anda invariavelmente entre a 5a e a 10ª posição no Ranking. Em termos de Webcast, e tendo o nosso provider umas dezenas de rádios no seu Portfólio, é sempre a nº 1 de escuta diária, duplicando o numero de ouvintes para a segunda rádio mais ouvida. É com estes dados que vivemos, é com estes dados que temos de explicar a empresas que somos um bom produto radiofónico. Mas 2016 viu fugir todo este investimento. Seja pelo estilo de rádio, seja pelo contexto, deixámos de ter investimento publicitário que suporte os custos gerais da Rádio. E sem investimento, temos de recorrer a quem decide, e quem decide, infelizmente, já não consegue mais…

4) “ Pearl Jam – Nothing as it Seems”

Mas toda a gente que connosco falava, das bandas aos ouvintes, nos diz que a rádio está fantástica. É verdade… Nem os detractores tiveram algo para pegar durante anos, porque soava bem, era bem feita, era alvo de destaque por muitas pessoas pelo seu produto bem estruturado, pelos animadores diferentes, e pela forma simples e direta como era feita.

O “Triple Battle” é e foi um dos melhores programas de rádio feitos em Portugal nos últimos anos, minhas palavras … Mas só quem cá andava é que sabia que, mês após mês os anunciantes não respondiam, as estratégias que envolviam comerciais externos eram postas em práctica, mas, invariavelmente as pessoas que assumiam os desafios deixavam de responder aos mails, aos telefonemas, em suma, não conseguíamos mês após mês captar novas fontes de investimento. E quem decide, tenta estratégias alternativas de injecção de capital que, por muito que funcionem levam a um problema maior, ser outras actividades da empresa a suportar o produto rádio, o que é de todo errado, pois nem um nem outro sobrevivem…

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5) “Faith No More – Falling to Pieces”

E eis-nos chegados a Outubro, altura em que é comunicado a todos os que cá trabalham que não é mais possível manter os seus postos de trabalho. Não há plano B, não há sócios novos, novos investimentos, em suma, não há solução imediata. E no dia 31, todos ( eu fiz no dia 28) se “despediram”, à sua maneira da “Super”, um projecto de rádio inovador, irreverente, fantástico, mas que agora, neste preciso momento não é rentável financeiramente. Mas perguntam todos: Acabou???

Não. Existe, emite diariamente, mas ninguém pode ou sabe hoje dizer o que vai acontecer. Do nosso lado, queríamos muito continuar a fazer o que sabemos, o projecto “SuperFM” mas sem sustentação financeira, tal não é possível. Mas há solução? Claro que sim. Nesta altura os detractores esperam que apareça aqui escrito algum pedido de injecção de capital, um sócio, um milagre , alguém que meta dinheiro. Nada disso.

6)“Nirvana /David Bowie – The Man Who Sold The World”

Se a rádio não é auto sustentável, como qualquer negócio deve dar lugar a coisas novas. Mas nós achamos que é, achamos que tudo o que fazemos é passível de patrocínio. E é isso que lançamos aqui. E é para isso que precisamos de todos vós. Pretendemos cativar as empresas, os negócios, os profissionais, as agências de publicidade, os músicos, as casas/bares/discotecas da área a nos desafiarem. E este desafio é tão só perguntarem o que podemos fazer nós pelo vosso negocio. Não é com injecções de dinheiro que lá vamos, não é com sócios, nem com crowdfunding.

É com novas acções de marketing ( como o hotel do amor), com o patrocínio dos programas, com mais música na rua, com mais acções diferenciadas, com mais Rock. Sim, porque o Rock não está morto, mas alguém quer que o mesmo esteja quieto. Por isso, à falta de Comerciais que consigam passar o nome da rádio e o que a mesmo pode fazer, quem melhor que os seus ouvintes para “vender” a Super???

7) “Smashing Pumpkins – The End is the Beginning is the End “

Esta mensagem não é um “cry for help”. É apenas uma pequena ponta de uma história que um dia vai ser contada. Mas quem cá está, pensa que não devemos nem vamos deixar desvanecer/morrer a rádio, como muitos outros que 2016 nos levou. Eu, Rui, como ponto final, comunico que coloquei o meu lugar de Director à disposição, e que, no dia em que alguém me assumir a posição, serei mais um a tentar fazer vingar este projecto.

Deixar de ser parte do “problema” para ser parte da Solução. Este é um projecto que não está morto, que não acabou, que sim, deixou de ter animadores por razões monetárias, mas que deseja que eles possam voltar . Que sim, a rádio um dia ( longe ou próximo, ninguém sabe) pode acabar, pode mudar de nome, pode dar lugar a uma rádio diferente, pode fechar portas. Esta vida da Super dura há 7 anos ( mais do que alguma vez ela durou), iremos mesmo deixá-la “Fade Away”??

8)”Audioslave – Like a Stone”…

Quem achar que pode ajudar, deve fazê-lo para: super@superfm.com.

Este mail servirá apenas para atender pedidos publicitários; Não vamos dar mais explicações, seja sobre que assunto for. Por favor percebam esta situação, que em si é já demasiado violenta. Mesmo este texto, nem nunca vão perceber a dor que sinto ao escrever o mesmo. Mas se prosseguisse neste caminho estaria a ser lírico. Sim, 99 % do que aconteceu, é apenas culpa minha, e é apenas a mim que podem ser assacadas responsabilidades. Obrigado por estarem com a rádio, Um abraço, Rui.

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