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21 Maio 2017

Comunicado Urgente Da SuperFM Para Os Super Ouvintes

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5 Comentárioss
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Olá a todos, daqui Rui Santos, com um ponto da situação:
Não disse nada desde que voltámos ao ar, porque tem sido uma verdadeira aventura retomar a normalidade; Voltar a dar “vida” a um local destruído, fiquem a saber, é um pesadelo. Nestes dias que passaram tudo tem acontecido, a saber:
– Para ter um novo ramal eléctrico (já pedido e pago) era necessária uma licença provisória da Camara Municipal de Alcochete; Fomos falar com quem de direito, da Camara, e disseram-nos que iam agilizar, dada a urgência e natureza do pedido. Foi recusada !!! liminarmente pelo chefe da Divisão apenas 2 dias depois, mas a resposta demorou 1 mês e 15 dias a chegar por mail. Voltámos a apelar, desta vez directamente ao Gabinete do Presidente e aguardamos a resposta…

– Como fomos vistoriados previamente, indicaram-nos (a EDP distribuição) que temos de proceder a obras para ter o contador de obras, pois daquela forma não nos seria autorizado o ramal (a pessoa foi impecável, mas indicou que as regras são para cumprir);

– A EDP já nos tentou cortar a luz 3 vezes! (tudo porque a parte comercial não fala com a distribuição, logo julgam que o local está perfeito, nunca imaginando que ficou derretido no dia 10 de fevereiro) e consequência, recebemos uma carta, a dizer que vão avançar judicialmente se não pagarmos.

– Apelámos superiormente, para que averiguassem porque a EDP distribuição afirma que NADA aconteceu naquele dia, e aguardamos a resposta de quem de direito, sobre a responsabilidade efectiva do que aconteceu…
Isto foi apenas para voltar a ter a luz, entretanto aconteceu o evento que me traz até vós, e que preciso da vossa atenção:
Recebemos um telefonema de um representante da família dos proprietários do terreno, na 2ª feira dia 15. Ponto de ordem, existe uma situação pendente, relacionada com a renda, que nós entendemos deve ser resolvido judicialmente, mas a pessoa que nos abordou pelo telefone acha que não; Entre “não” ameaças reiteradas, demasiadas considerações sobre o meu carácter e das pessoas da cooperativa que habita aquele terreno faz 25 anos, e muitas outras afirmações (nomeadamente que o contentor estava lá ilegal, que ninguém tinha autorizado, etc ), foi nos dado um ultimato: Tínhamos uma semana a contar daquele dia 15 para retirar o contentor a bem. Caso não o façamos, que o mesmo seria destruído por um Bulldozer, pois os advogados do sr. Indicam que ele assim o pode fazer devido à “ilegalidade” da situação (pensava que eramos um estado de direito). Não deu alternativa, nem abertura temporal para arranjar uma solução, ou saímos ou ele destrói tudo, porque os advogados dele dizem que pode…

Antes das minhas considerações, deixem-me indicar que, na semana que colocámos o contentor, tentámos 4 vezes contactar via telefone a sogra, único contacto que tínhamos; Depois de ouvirmos que andavam a tentar me contactar (atenção que, por obrigação legal da Anacom, o meu número de telefone está inscrito na porta do edifício onde está o emissor, em Alcochete para contacto de emergência) fomos ao posto da GNR e, mais uma vez, deixámos o contacto para o caso de precisarem de falar connosco, mas tal não era preciso, pois o posto tem o meu telefone, faz agora 4 anos…

Como sabem, desde Novembro tenho tentado inverter (como responsável máximo) esta maré de pouca sorte, que começou com a falta de dinheiro via publicidade, devido à ausência de audiências, depois com a espectacular campanha #vesteatuarádio que foi um sucesso a todos os níveis, dando a quem cá estava alento para continuar, com a destruição total do centro emissor pelo raio em 10 de Fevereiro, seguida de mais uma demonstração de amor e carinho dos ouvintes numa campanha de crowdfunding a todos os níveis Super, que nos permitiu mais uma vez bater as adversidades e colocar de novo a rádio no ar…

Supostamente este projecto existe pelo amor à Super, pela vontade de divulgar e promover as bandas nacionais, às quais damos força total, ao gosto pela música Rock e principalmente a necessidade de demonstrar que ser diferente neste mundo pardacento ainda vale a pena.

Mas a vida, pelo menos a de quem está neste lado não deve ser passada a lutar, sofre e padecer; Não devia ter tantas provações, tantas necessidades materiais, tantos sacrifícios (sobretudo pessoais, pois não imaginam o que todos perderam desde que ingressaram neste projecto), tantas noites sem dormir, tantos minutos longe da família, tantos stresses e tantas humilhações como aquela que senti, ontem ao falar com o propretário. do terreno. Estar neste projecto devia  dar-nos alegria, por fazermos e escutarmos aquilo que gostamos muito; Devia dar-nos estabilidade, pois é reconhecido por todos que é bem feito, que têm audiência e que é necessário ao panorama radiofónico nacional; e devia nos dar prazer e fazer quem cá está feliz…

Mas faz muito tempo que eu não tenho prazer com a Super, pois quando se está em modo sobrevivência, quando por mais que tu tentes e te vires não há um mês que não aconteça nada (raios, pessoas, audiências, falta de publicidade, falta de dinheiro etc etc), então fica muito difícil…

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Há pessoas que arranjam desculpas para muita coisa. Eu não. Sou o maior responsável pelo estado actual das coisas; porque não decidi “bem” em determinada altura, porque sou casmurro, porque julgava que isto ia ser uma coisa e afinal foi outra, porque não me adaptei à mudança, porque empurrei com a barriga quando devia parar, porque não soube dizer que não muitas vezes, porque fui arrogante demais numas e brando demais noutras, porque confiei em pessoas erradas em detrimento das pessoas certas, porque sempre me viram como patrão ao ataque ao invés de um membro da equipa, porque fiquei a dever e falhei com muitas pessoas, e com outras, apesar do meu instinto estar 300 % certo confiei e no final me traíram à mesma, porque julguei que agora é que é, agora é que vamos levantar isto pois está tão bem feito que não pode falhar e se conseguirmos agora, o dinheiro que vamos ganhar dá para cobrir os gastos e libertar para pagar dividas ( o que infelizmente nunca aconteceu) porque devia ser rigoroso, assertivo e disciplinado e no final apenas deixei andar, por amor a algo que jurei nunca deixar morrer…

Sim, sou culpado. E hoje estou aqui a dizer-vos que, face a mais este contratempo, vou fazer uma pausa na questão de FM…

Na segunda-feira, como acho que vai acontecer, o propretário do terreno vai continuar inamovível; O meu advogado diz que, segundo a lei portuguesa, ninguém pode agir pelas próprias mãos e que, se ele quiser destruir com o Bulldozer como ele afirma, o que tenho de fazer é chamar a Policia, identifica-lo e colocar-lhe um processo e esperar que 4 anos mais tarde se faça justiça em Portugal… Entretanto o contentor que tanto nos custou estará destruído, o equipamento alugado (minha responsabilidade e que custa mais de 10 mil euros) igualmente em farrapos e eu em dívida para com quem me ajudou, a rádio deixará de emitir ( logo é lose/lose), eu vou para outra batalha de uma guerra sem fim, cheia de vitimas (principalmente quem cá trabalhou e a minha família) mais tribunal, mais dívidas, mais chatices, menos saúde ( e não sei, com o meu feitio se eu não me passo na altura ou se não me dá uma coisinha má) e a possibilidade de algo sem retorno, mais chatices com quem gosta de mim, mais, mais, mais…

Não.  Desculpem, mas não o vou fazer. Se ele for inamovível, desligo tudo, coloco no camião e abandonarei Alcochete… Não sei se ao o fazer, a Super voltará alguma vez mais a emitir, seja ali (duvido), seja noutra antena, seja no FM, mas tenho de o fazer. A rádio nunca irá morrer, pois em www.superfm.com, nas plataformas da NOS e do MEO o sinal continuará sempre, pois a marca e o material que emite pertencem à minha família (a não ser que seja obrigado, ou por necessidade ou obrigação legal a abrir mão deles), mas desta vez a Super não vai morrer de vez..

Pela primeira vez em 7 anos, desculpem-me os ouvintes e perdoe-me a Super, tenho de pensar em mim. Acumulei demasiados inimigos, estórias más, dividas, problemas, chatices, decisões erradas e má-fé de outros; Passei mais em 7 anos por ter conseguido concretizar um sonho, que durante 35 anos de vida “normal” pré Super… Sim, porque em Portugal, as pessoas não ficam felizes com o teu sucesso, ficam com inveja, desejam-te mal, mas isso é outra história…
Não é uma decisão fácil, e um dia, espero, saberão pela minha voz tudo o que passei nestes 7 anos de “sonho” (que juro, não desejo ao meu pior inimigo…). Não sendo fácil, foi ponderada, e espero que a compreendam.
Irei a seguir tentar levar a minha vida adiante; Trabalhar (no que faço actualmente ou mesmo se necessário arranjar um emprego noutro local) para saldar as minhas dívidas, primeiro com quem cá trabalhou aos fornecedores, ao estado e no final à minha família que tanto me ajudou. Vou igualmente fazer uma pausa gigante do mundo, seja ele virtual, seja ele social, porque o desgaste desta decisão vai-me pesar imenso. Não sei o dia de amanhã, mas espero que os próximos tempos tragam mais alegrias, mais coisas boas e menos problemas. É o meu desejo.
Há uma frase que a minha esposa me disse, no início da questão da publicidade, ainda antes de escrever o post que atingi 170 mil pessoas:

“Ás vezes a solução não é desistir, mas sim deixar de insistir…”

E não é que ela tem toda a razão?

A todos vocês, obrigado, pelo carinho, pela amizade, pelo querer, pela ajuda. Perdoem-me, mas tem de ser. Se têm fé, acreditem, quem sabe não há desta vez um raio ao contrário que nos permita nunca mais depender de terceiros (não dizem que as probabilidades de ganhar o euro milhões ou ser atingido por um raio são iguais??)

Quem sabe, basta acreditar (don’t stop believing…)

Até já,

Rui Pedro Santos

Director da Radio SuperFM Portugal

5 Responses

  1. a-soares

    Irra que há gente mesmo estupida. Enfim….. Nuno, o melhor que posso fazer é deixar-vos meter o contentor no meu terreno em Alverca pá. Está num sitio alto mas tem um morro em frente na direcção de Lx – e uma vista livre para o tejo e toda a margem sul…
    A ver se arranjam um sitio noutro lado seja no Barreiro (regresso ás origens), Montijo, Pinhal Novo,Alfeite, Palmela ou qualquer coisa parecida. A malta cá está sempre pronta a ouvir.

  2. snafir

    Sou do norte, de Leça da Palmeira ! Esta é a única rádio que ouço esteja onde estiver… onde trabalho a musica ( aquela coisa chamada RFM) é um NOJO e dá-me vómitos felizmente posso por os meus auriculares e vai disto com a Super . Em casa toda a família ouve a SUPER !
    Neste país onde o povo segue em manada e comem toda a merda que dão que mais há a dizer ?! Cultura musical, como nós cá pelo norte dizemos ” bai no batalha” , e de facto é frustrante fazer algo ” fora da caixa” neste país . Sei perfeitamente do que falam neste e noutros comunicados anteriores , pois também sofro na pele , casada com um baixista de uma banda de rock ( mas rock mesmo… nao é uma espécie de…) e é; ( desculpem o termo) muito lixado!
    Bom meus amigos tao simples quanto isto, continuem a lutar … malta de LX se conseguirem ceder algo que nao prejudique ninguem força pois esta malta merece. Nós por cá (falo por mim) no que podermos ajudar é só mandar vir !
    Nao quero mesmo que esta rádio feche …. Deus me livre disso !!!
    Malta estou solidaria para convosco , será sempre uma luta pois nao estamos a falar de USA ou UK onde há milhentas radios como esta e vivem … se o povo nao fosse povo o que seria??
    Fiquem bem and keep rock \m/

  3. slblxs1

    Enfim, é com alguma tristeza que li esta noticia muito triste para a única radio que passa musica do género que gosto. Deixei Lisboa há 11 anos e desde que estou no Porto, ou seja Matosinhos foi sempre a minha companhia. Sempre pensei que essa rádio e apesar de ser Mouro, como por aqui nos chamam, com certeza conseguirá apoios financeiros, leia-se publicidade, audiências, etc. Como vocês nunca existiu e acredito que nunca existirá uma radio como a vossa. Pensa em vir para o Porto, eu estou cá a viver e trabalhar há 11 anos e sem duvida é muito diferente de Lisboa. Forte abraço e que seja apenas um até já e quiçá consigas vir para o Norte.

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