Saiu GEHENNA, o primeiro LP de Fjords
Há várias definições de inferno: enquanto lugar físico imaginário e enquanto lugar mental (imaginário, também, pois o que conhecemos de inferno serão sempre conceitos e nunca uma realidade concreta). GEHENNA poderá ser mais um dos nomes que o inferno pode ter… O inferno como local físico de punição e/ou purificação. É, também, o nome do primeiro disco de Fjords. Não porque nos remeta para um possível inferno, mas porque aborda o percurso interno de chegar lá, ficar lá e sair.
É um disco que tem por base a divina comédia de Dante Alighieri. É composto por 4 intensas e densas faixas e tem início com “Virgílio” que apresenta o poeta e o guia da personagem principal. As outras três faixas representam, cada uma, uma fase da viagem do herói. “Inferno” explora a viagem de Dante pelos 9 círculos infernais; tem 9 partes diferentes, cada uma inspirada na temática individual de cada círculo, sendo que as letras também andam de mãos dadas com estas temáticas bebendo muito do julgamento próprio e de como as ações praticadas no passado podem corromper, ou não, o futuro. A “Purgatorio” vai beber a um sentido repetitivo, onde a mudança advém da consciência de que para enfrentar o futuro e mudar, há que olhar para o passado e enfrentar os erros. Por fim, a ”Paradiso” aborda a morte de deus como conceito, o homem deixa de acreditar no julgamento falível de um ser superior, passando a acreditar na força dos seus atos por onde este cria o seu próprio caminho. O homem enfrenta a mentira que é o apoio de deus e a noção de salvação divina!
Este primeiro disco tem um conceito mais teatral do que a banda já fez anteriormente nos seus dois EP’s: não só pela referência cultural, como pela criação de uma banda sonora para a viagem. Estão prontos para a fazer?
GEHENNA, teve gravação e mistura por André Figueiredo, produção da banda e masterização por João Pires (Hetta). Teve como cartões de visita “Purgatório” e “Virgílio” e saiu em formato CD e cassete. Vai ser apresentado no dia 21 de Fevereiro na Cooperativa Mula, no Barreiro.