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17 Janeiro 2020

Pesquisa Diz Que Os Ateus São Mais Inteligentes Que As Pessoas Religiosas

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O estudo recente publicado na revista Evolutionary Psychological Science, e divulgado na publicação Hypescience, destacou que a correlação parece mais sólida e evidente entre estudantes universitários e a população em geral. A associação foi igualmente mais notória quando tendo em conta crenças religiosas, e não comportamento religioso.

Segundo os académicos Edward Dutton, investigador do Ulster Institute for Social Research, no Reino Unido, e Dimitri Van der Linden, professor de psicologia na Erasmus University Rotterdam, na Holanda, apesar de ainda não ser claro por que tal acontece, eles creem na sua opinião que em parte se poderá dever ao facto de que a religião é um instinto, e as pessoas que podem superar os instintos são mais inteligentes do que as que dependem delas.

O estudo começou por questionar se talvez as pessoas não religiosas eram mais racionais do que seus colegas religiosos e, portanto, mais capazes de argumentar que não há um Deus.

No decorrer da experiência, os cientistas detectaram provas de que a inteligência está positivamente ligada a determinados tipos de viés. Por exemplo, um estudo de 2012 publicado no Journal of Personality and Social Psychology revelou que os estudantes universitários geralmente respondem a questões de lógica de forma errada, mas não percebem.

A este fenómeno dá-se o nome de ‘ponto cego parcial’ que ocorre quando as pessoas não conseguem detectar certas incoerências ou falhas, no seu próprio raciocínio.

Mas afinal, se as pessoas inteligentes têm uma hipótese menor de se aperceberem do seu próprio viés, tal significa que por vezes são menos racionais, segundo os investigadores. Então, por que a inteligência é associada ao ateísmo? A resposta, afirmam Dutton e Linden, pode ser que a religião é um instinto, e é preciso inteligência para superar esse instinto.

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A teoria de que a religião é um instinto parte de uma ideia desenvolvida por Satoshi Kanazawa, um psicólogo evolucionista da London School of Economics, no Reino Unido. Chamada de ‘Hipótese de Interação na Savana – QI’, a teoria de Kanazawa tenta explicar as diferenças no comportamento e atitudes entre pessoas inteligentes e menos inteligentes, como reporta a Hypescience. Destacando que somos adaptados psicologicamente para resolver problemas recorrentes enfrentados pelos nossos ancestrais caçadores-colectores na savana africana. A inteligência geral (que é medida pelos testes de QI) evoluiu para nos ajudar a lidar com problemas não recorrentes para os quais não tínhamos adaptações psicológicas evoluídas.

A teoria de Kanawaza aponta que pessoas inteligentes devem ser melhores do que pessoas não inteligentes em lidar com ‘novidades evolutivas’, isto é situações que não existiam no ambiente ancestral.

Dutton e Van der Linden modificaram essa teoria, sugerindo assim que a novidade evolutiva é algo que se opõe aos instintos evoluídos.

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