“É A Função Do Artista Colocar Um Espelho Em Frente À Sociedade”
O vocalista e guitarrista dos Machine Head, Robb Flynn, tem sido verbal em relação a vários problemas sociais nos últimos tempos. Em entrevista ao Full Metal Jackie, o cantor falou sobre esse lado da sua personalidade e a importância de não ficar calado. “A primeira banda que me abriu a mente foram os Black Sabbath. Eles inspiraram-me a tocar, fumar erva, fazer sexo com as miúdas a ficar maluco. Muitos apegam-se à vertente satânica, mas uma coisa que sempre gostei neles foi o facto de eles darem sempre a cara. Vejam uma música como “War Pigs”, por exemplo, feita no auge da guerra do Vietname. Não era um momento seguro para aquela letra. Mesmo assim, fizeram-na e gravaram-na. As culturas do Thrash Metal, Punk Rock e da cena do Hip-Hop também fazem isso”.
Robb admite ter sentido receio, porém, entendeu precisar expôr algumas coisas na mais recente canção da sua banda. “Embora entenda que nem tudo precise ser assim no mundo da música, penso que o trabalho de um artista é colocar um espelho à frente da sociedade. Às vezes, o reflexo é bonito, mostra amor, alegria, sexo. Outras, é feio, expõe algo que precisa ser dito e as pessoas têm medo. Incluo-me nessa mentalidade. Tive medo de falar o que penso em “Is There Anybody Out There”, a nova música dos Machine Head. Sabia que a repercussão seria forte. Se me arrependo? Não. Aquelas coisas precisam ser ditas, agora mais do que nunca”.