Os Moonspell Estão A Preparar O Seu Novo Álbum
Hermitage”, álbum mais recente dos Moonspell, saiu em 2021. Desde então, a expectativa por um novo trabalho dos portugueses é grande junto aos fãs. No entanto, o vocalista Fernando Ribeiro confessou à revista grega Keysmash que isso quase não aconteceu, sendo que o cantor pensou em transformar a banda numa atracção saudosista.
“Nunca parámos de compor. Mas eu passei por um tipo de dilema, porque já temos 30 anos como banda, contando o lançamento do primeiro disco, ‘Wolfheart’. No ano que vem serão três décadas de ‘Irreligious’. Então, pensei em nos tornarmos uma atracção com legado. Por que não fazer apenas alguns concertos? Qual o sentido de criar música nova? Acho que essa é uma pergunta que todo músico honesto tem que responder. Por exemplo, quando vejo os Metallica a lutar com um novo álbum… Pessoalmente, não gostei do mais recente, não achei que fosse um álbum tão especial. Prefiro ‘Hardwired’ a ’72 “Seasons’. Às vezes, mesmo sendo a maior banda do mundo, não te sentes inspirado e fazes isso por outras razões. Então, adiámos o próximo álbum.”
Apesar das desconfianças, o grupo mudou de ideia recentemente, como revelou o seu frontman. “Fizemos tourneéss, um espectáculo acústico no teatro em Portugal, outro com orquestra… E eu sei que soa muito romântico, mas tínhamos que sentir a inspiração. Fui até ao Pedro (Paixão, teclista) e o Ricardo (Amorim), porque compomos as músicas, e disse: ‘Acho que é hora de um novo álbum. Acho que é hora de sermos homens e fazermos alguma coisa.’ E acho que este será um dos mais importantes das nossas vidas. É isso que estou a escrever. Escrevi 30 letras ou mais. Agora estamos escolher o que vai entrar, o que descartar e o que pode ser usado mais tarde. Provavelmente teremos um novo álbum do Moonspell no primeiro semestre de 2026.”
Fernando ainda reconhece que o material está nos primeiros estágios. No entanto, já tem uma ideia do direcionamento. “Não vai ser progressivo como ‘Hermitage’, porque já fizemos isso antes. Mas quero que seja sobre puro sentimento, que capture imediatamente o ouvinte. Não estou a escrever sobre política ou sociedade, dinheiro ou ambição. As pessoas veem isso todos os dias nos seus noticiários, nos seus feeds, então estou a escrever o um álbum romântico, até gótico, sobre amor, morte, o que estamos fazendo aqui? Sobre mais existencialismo. E acho que é essa a direcção que queremos seguir agora. Então, desejem-nos sorte, porque acho que vamos precisar. Há tantas bandas a surgir, mas acho que já passou da hora e também como uma espécie de recompensa para os fãs que esperaram tanto pelo novo álbum. Acho que nunca passamos tanto tempo sem novidades, então tem que ser especial. E para nós também, porque senão por que fazer algo só para preencher o calendário quando temos álbuns como ‘Wolfheart’, ‘Irreligious’ ou ‘Extinct’? Os riscos são altos. Então, temos que estar à altura deles.”