Mick Mars Admitiu Mal Ter Tocado Nos 3 Últimos Álbuns Dos Mötley Crüe
Por muitos anos os fãs especularam sobre a participação de Mick Mars nos álbuns de estúdio mais recentes dos Mötley Crüe. Como é de praxe em situações do tipo, a própria banda manteve o silêncio e não quis alimentar polêmicas sobre o tema.
Porém, o recente rompimento entre o guitarrista e o grupo mudou tudo. Em entrevista à Rolling Stone, Mars reconheceu ter tocado muito pouco ou quase nada nos últimos três discos. Ele começou a falar sobre “Generation Swine” (1997), que marcou o retorno do quarteto original após um período com o vocalista Vince Neil afastado.
“Não creio que haja nada nele onde eu tenha realmente tocado. Basicamente, não queria que minha guitarra soasse como uma. A ideia era obter um som de sintetizador. Senti-me um inútil. Gravava algo, eles apagavam e chamavam outra pessoa para substituir.”
Mick alega que o mesmo aconteceu em “New Tattoo” (2000), álbum que contou com o baterista Randy Castillo no lugar de Tommy Lee.
“Não compus nenhuma daquelas músicas simplesmente porque não fui convidado. Acho que só gravei um lick em todo o disco.”
Neste caso em específico, o baixista Nikki Sixx nega, em declaração ao mesmo artigo
“Ele tocou todas as guitarras solo, rítmicas e qualquer outra presente nesse disco.”
Quando se trata de “Saints of Los Angeles” (2008), o mais recente, os dois concordam que boa parte do trabalho foi feito por DJ Ashba, ex-Guns N’ Roses e parceiro de Nikki no projeto Sixx:A.M. Diz o baixista:
“O Mick estava a sofrer para conseguir fazer as suas partes. Então, há uma mistura entre ele e DJ. Porém, certificámo-nos que Mick fosse o foco central em tudo que tivesse capacidade de gravar.”