Membros Dos The Cranberries processam editora por royalties retidos
Os membros remanescentes dos The Cranberries entraram com uma asção contra a Island Records, a sua gravadora de longa data, alegando que ela reteve milhões em royalties de streaming. O processo, movido no tribunal federal de Manhattan, nos Estados Unidos, afirma que a banda recebeu valores reduzidos por transmissões internacionais no Spotify e no YouTube, com a editora a cobrar taxas consideradas excessivas.
Segundo uma auditoria de 2021, a Island Records teria aplicado um desconto de 40% sobre os royalties de streams estrangeiros para cobrir custos de marketing e distribuição – algo que, na era digital, é função das plataformas de streaming e não das editoras.
O corte da Island é classificado como “excessivo” pelo grupo, que argumenta que uma taxa justa seria de 10%. Além disso, a banda alega ter recebido apenas 930.676 dos 4,9 milhões de dólares que deveriam ter sido pagos em royalties de streaming de vídeo.
As informações são do site Digital Music News, acrescentando que os Cranberries estão a exigir um total de 5,2 milhões de dólares em indemnização, além de juros e custas judiciais. Vale lembrar que esta não é a primeira disputa entre o grupo e uma editora – processos semelhantes foram movidos em 2000 e 2003 contra a Universal Music, mas acabaram retirados.