MAQUINA. lançam novo álbum “Body Transmission” em Julho
Depois de uma sessão viral na KEXP, de uma digressão pelo Brasil e de uma agenda preenchida em 2025, o trio português MAQUINA. encontrou ainda espaço para gravar o sucessor de “PRATA”, com edição marcada para 10 de julho pela Fuzz Club.
MAQUINA. transmite o suor, o caos e a euforia de uma experiência musical verdadeiramente colectiva. O trio de Lisboa ganhou fama por transformar os seus concertos em autênticos momentos de movimento – punks a dançar, club kids a entrar no mosh pit – «fazendo com que as bolhas se liguem um pouco», como eles próprios dizem. Com mais de 250 actuações e passagens por festivais em toda a Europa, a intensidade dos seus concertos enche salas e desencadeia ondas de crowdsurfing. Recém-chegados da sua primeira digressão pelo Brasil e de uma sessão na KEXP no Trans Musicales 2025, regressam agora com “BODY TRANSMISSION”, o segundo LP: uma viagem de cortar a respiração por body music, noise, metal, motorik e punk industrial.https://www.instagram.com/reel/DW1oiczkcGW/embed/captioned/?cr=1&v=14&wp=658&rd=https%3A%2F%2Fartesonora.pt&rp=%2Fmaquina-apresentam-novo-album-body-transmission-com-duplo-single%2F#%7B%22ci%22%3A0%2C%22os%22%3A3689.600000000035%7D
Captando a força bruta dos seus concertos ao vivo, “BODY TRANSMISSION”, co-produzido pela banda em conjunto com Hugo Valverde, surge na sequência de “PRATA” (2024), um álbum também editado pela Fuzz Club e fortemente marcado pela improvisação, ancorado no fluxo de uma performance ao vivo. Para este novo disco, a banda – Halison Peres (bateria/voz), José “Mendy” Rego (baixo) e João Cavalheiro (guitarra/efeitos) – optou por menos improvisação e mais “edição”, dedicando-se a refletir sobre a direção de cada faixa, e condensando deambulações de dez minutos em “bombas” de três a quatro minutos que carregam impacto directo. O resultado é uma descarga total pensada para a pista de dança, “sem pausas”; um disco pronto para o “clubbing”, guiado pela combinação de guitarra, bateria e baixo.
«Foi o processo mais desafiante e mais divertido que já tivemos em estúdio, porque nos obrigamos a escrever canções em vez de apenas captar jams. Queríamos que soasse pesado, concentrado e dançável. Mantivemos o ritmo acelerado e a energia lá em cima – é um álbum sempre a abrir.»
MAQUINA.
Não perdem tempo a arrancar. “dança” – com vocais punk irreverentes de Silvia Konstance, e sintetizadores de Viktor L. Crux, ambos do duo Dame Area, com base em Barcelona – estabelece o ritmo do disco, com um 4/4 pulsante, vozes cruas e uma linha de guitarra incisiva que atravessa o riff de baixo de três notas com uma precisão abrasiva. Esta faixa de abertura, carregada de energia e feita para causar efeito imediato, entra sem hesitação na «4-to-the-floor»: três minutos de riffs pesados e batidas penetrantes que assumem as influências da música de dança. «pressure/pleasure» e «out of fear», por sua vez, evoluem sob o mesmo ambiente estroboscópico, apoiadas numa base de guitarra densa e agressiva que se prolonga na faixa instrumental “simulation”. Essa qualidade hipnótica continua em “collapsing”, onde os gritos e rugidos metálicos de Peres – em diálogo com os seus vocais limpos – revelam essa herança, ao mesmo tempo que evidenciam a dinâmica expressiva que serve de princípio estético orientador do álbum.