“Influência Artificial” é o novo disco de CANCRO
O culto da imagem. A aparência deslavada de quem quer ser mais do que é ou de quem não quer ser o que é. A necessidade de aprovação. O descaramento insensato da exposição sem permissão e a embriaguez da ilusão que nos empurra para uma passadeira de auto destruição.
Cai o ferro sobre todos os primatas narcisistas que por meio de falsas conquistas continuam a definhar, a moral postiça. O dogma enfeitiça e a realidade é atirada ao mar e eis que surge Influência Artificial.
O segundo disco dos CANCRO mantém a sátira e a crítica social com o mesmo cocktail sonoro de agressividade, ruído e confusão que tão bem os definiu no seu trabalho antecessor mas, desta vez, com uma pitada extra de inflação, electrónica e frustração.
São 9 densas e rápidas faixas para engolir sem mastigar ou, talvez, cuspir.