Harvard descobre a profissão com maior risco de desenvolvimento de cancro
ue tipo de emprego costuma associar a um maior risco de desenvolvimento de cancro? Pode descartar já as profissões cujos trabalhadores passam muito tempo em instalações de medicina nuclear ou departamentos de raio-X.
Estudos recentes com investigadores da faculdade de Medicina de Harvard, Boston e Cambridge mostram que não são estas as profissões com maior nível de exposição a radiação potencialmente cancerígena.
Aliás, segundo descrevem os especialistas, as pessoas que estão mais suscetíveis ao desenvolvimento de cancro, até são as que estão mais afastadas destas infraestruturas.
A análise publicada no JAMA Internal Medicine, citada pelo Science Alert descreve que “para muitos pode ser um pouco surpreendente”.
Após a análise de mais de 500 tipos de profissões, a que foi identificada com “maior relação de nível de mortalidade por números de cancro relacionados com a radiação” é a de hospedeira de bordo. E para ocupar o segundo lugar no pódio estão os pilotos.
Mas afinal, como é que se associa este risco a uma viagem de avião?
Segundo descrevem os Centros de Controlo e Prevenção de Doenças Americanos, tudo se prende com a radiação cósmica, “cuja exposição é muito superior no céu do que a que recebemos no solo, graças aos efeitos da atmosfera, que atua como um escudo, que absorve e espalha partículas de alta energia do espaço” e fomenta, por isso, uma maior facilidade no desenvolvimento de células cancerígenas.
“Os membros da tripulação aérea recebem a maior dose efetiva média anual de radiação ionizante do que qualquer outro grupo ocupacional nos EUA, principalmente devido aos raios cósmicos encontrados em altitudes de voo comercial”, explicam os autores do estudo liderado pelo cirurgião e investigador de saúde da Vishal Patel, da Harvard Medical School.