A 15.ª edição do certame, descrito pela organização como “o maior e mais completo festival de cinema em Portugal”, vai assim receber os britânicos John Warhurst e Nina Hartstone, que se propõem dissecar em Espinho as estratégias utilizadas para superar os desafios colocados à produção do filme sobre Freddie Mercury (1946-1991), para que a interpretação do actor Rami Malek parecesse reproduzir genuinamente a voz do vocalista dos Queen.

“O que esta equipa fez com o som do filme foi um trabalho absolutamente fantástico e prova disso é que quase ninguém repara que nos últimos minutos em que o Rami Malek está a cantar, quando se recria o concerto do Live Aid, o que nós estamos a ouvir é mesmo a voz original do Freddie Mercury”, afirmou à Lusa o diretor do FEST, Filipe Pereira.

 Noutras secções do “biopic” houve que gravar multidões em concertos, aplausos de plateias, teclas de piano a serem pressionadas e até “excertos com um duplo vocal do Freddie Mercury, para depois se encaixar isso muito bem no filme, e tudo soar autêntico e natural nos cenários e no corpo do Rami Malek”.