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07 Junho 2019

DNA Determina Preferência Por Cães Ou Gatos

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Segundo investigadores, ter um animal de estimação e decidir de qual espécie ele será é algo que vem determinado pelos genes de cada um
De facto, a relação entre os animais e os seres humanos já é de longa data. Algumas pesquisas apontam que pelo menos há 15 mil anos, os cães já estão presentes na vida das pessoas. Ter um deles é o sonho de muitas crianças e adultos. É comum que a preferência seja por cães e gatos, mas há quem opte por outras espécies. Um estudo publicado na revista Scientific Report mostrou que, durante esse processo de escolha pelo bicho, o DNA de cada humano pode ser um factor determinante.
A presença de animais em casa está, muitas vezes, ligada ao aumento do bem-estar e aos melhores resultados de saúde nos seus donos. Alguns acreditam que o tamanho, a praticalidade ou a até a fofura deles influencie a escolha, mas o estudo revela que a preferência de cada um será determinada pelos genes da pessoa. Ela leva em conta tanto o desejo de ter ou não um, como também se a preferência será por um cão, um gato ou algum outro. A equipa de investigadores ainda revelou que a escolha pela espécie pode ser hereditária, ou seja, passando de pais para filhos.
“Ficámos surpresos ao ver que a composição genética do indivíduo parece ser uma influência significativa sobre ter ou não um cão. As conclusões têm implicações importantes em vários campos diferentes relacionados à compreensão da interacção entre homem e cão ao longo da história”, comentou Tove Fall, da Universidade de Uppsala, na Suécia, em nota.
A pesquisa analisou a composição genética de 35.035 pares de gémeos idênticos e fraternos, escolhendo esses grupos para poder explorar melhor as influências ambientais e genéticas na biologia em cada indivíduo. Pelo facto de gémeos idênticos partilharem o mesmo genoma e os fraternos dividirem, as comparações poderiam revelar a influência da genética na escolha.
Os resultados mostraram que as taxas de concordância entre os univitelinos são maiores em comparação com os fraternos. Assim, pode ser confirmada a hipótese de que a genética realmente influência a decisão de ter ou não um animal e se sim qual deles.
Apesar das novas descobertas, os cientistas ainda não foram capazes de apontar quais são os genes que desempenham esse papel. Segundo a equip, o próximo passo é tentar identificar quais são essas variantes genéticas que afectam os genes envolvidos e como eles se relacionam com traços de personalidade e factores como alergias.

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