SuperFM Noticias

Todos os destaques do Rock estão aqui!
16 Dezembro 2020

Como O Vinho Tinto Pode Combater As Alergias

||
0 Comentários
|

A época das alergias chega e obriga-nos a andar sempre artilhados com vários pacotes de lenços e muita, mesmo muita paciência. Mas segundo um artigo científico que enumera diversos estudos, uma garrafa de vinho tinto pode ser uma ótima aliada nessa luta.

Ao vinho, quando consumido com moderação, têm sido atribuídas características antioxidantes, anti-inflamatórias e potenciadoras do sistema imunitário. De acordo com análises mais recentes, pode também esconder propriedades anti-alérgicas.

O artigo científico da autoria do departamento de cardiologia do hospital japonês, revisto e publicado em 2019, assinala que “vários estudos reportaram o benefício de flavonóides em modelos alérgicos como é o caso da dermatite atópica, asma, anafilaxia e alergias alimentares”.

O que são flavonóides? São compostos presentes de forma natural na maioria das frutas e vegetais — e neste caso, também no vinho tinto.

“Os flavonóides têm atividades anti-oxidantes, anti-inflamatórias e anti-alérgicas”, frisa o artigo, que aponta para o vinho tinto como uma enorme fonte destes compostos.

Beber cerca de 100 mililitros diários fornece perto de 88 miligramas de flavonóides, sendo que é, sem dúvida, a maior fonte destes compostos nos países europeus que demonstram uma preferência pelo consumo de vinho.

“Apesar de ser necessária uma avaliação subsequente, temos a expectativa de que o consumo apropriado de flavonóides poderá ser benéfico na prevenção e eventualmente na gestão de doenças alérgicas”, notam os autores do artigo.

Certo é que existem evidências de que estes flavonóides podem dar uma ajuda nesta luta e eles estão por todo o lado, de uma simples maçã a um chá — e até no copo de vinho tinto que bebemos sempre ao jantar. Como fonte de flavonóides para tanta gente, o vinho terá sem dúvida um papel a desempenhar.

Talvez queira ler também...   Quão Saudáveis São Realmente As Manteigas De Frutos Secos?

Os benefícios não se ficam pelas alergias. Já sabíamos, por exemplo, da sua capacidade para proteger os dentes. Um estudo de 2014, publicado no Journal of Agricultural and Food Chemistry, revelou que era eficaz na eliminação de bactérias causadoras de cáries. 

Curiosamente, o vinho é a estrela de mais estudos do que aqueles que possamos imaginar à partida. Em 2017, investigadores espanhóis, ingleses e americanos descobriram que o consumo moderado tem potencial para abrandar o surgimento de doenças neurodegenerativas. Falamos, claro, de exemplos como Alzheimer e Parkinson.

Mais: uma análise a mais de 200 pacientes com diabetes tipo 2 revelou, em 2015 — num estudo publicado no Annals of Internal Medicine —, que quem consumia vinho tinto revelou ter um melhor controlo do açúcar no sangue, quando comparados com os que optaram por beber apenas água. E ainda ajudou a equilibrar os níveis de colesterol. 

Nem tudo são boas notícias. Um composto do vinho, o resveratrol, que se encontra na casca das uvas, tem propriedades benéficas na diminuição de inflamações e na prevenção de cóagulos, bem como na redução de doenças cardíacas e cancro.

O problema? Existe em tão pouca quantidade no vinho, que para obter os níveis necessários para produzir efeito, teria que beber várias garrafas por dia. E isso talvez não seja uma boa ideia. Pelo sim, pelo não, fique-se pelo copo à noitinha com o jantar.

|

Deixa um comentário

WP2Social Auto Publish Powered By : XYZScripts.com