Carros elétricos: estudo da ACP aponta perda de interesse na altura da compra
A intenção de comprar um carro elétrico por quem não tem um veículo deste tipo caiu face a 2023, com a maioria a admitir que não os quer, segundo um estudo divulgado esta terça-feira pelo Observatório Automóvel Club de Portugal (ACP).
De acordo com o estudo sobre mobilidade elétrica, 59% dos inquiridos admite não comprar elétricos, enquanto 30% admite comprar.
Entre os 1.200 inquiridos, 96,5% não possui carro elétrico, sendo que, entre estes, a preferência num momento de compra seria uma marca tradicional.
Cerca de metade (51%) admite comprar um carro elétrico entre 20.000 e 40.000 euros, mas “49% aponta um teto máximo de 30.000 euros para assumir a probabilidade de compra”.
Já para quem tem carro elétrico, cerca de quatro em cada cinco inquiridos (82%) tem elétricos há menos de cinco anos e dois em cada três fazem mais de 400 quilómetros por mês, sendo que a maioria percorre até 60 quilómetros por viagem.
Os detentores de carro elétrico referem que as viagens superiores a 90 quilómetros são pouco frequentes (7%) e cerca de 33% faz menos de 400 quilómetros por mês, enquanto 51% dos inquiridos que não têm carro elétrico dizem que a autonomia deve ser superior a 400 quilómetros para se sentir confortável.
A maioria dos inquiridos (54%) apontou que encontrar um posto de carregamento é uma tarefa acessível, com 18% a dizer que é muito fácil ou fácil e 27% a sugerir que é difícil ou muito difícil.
Cerca de 86% carrega o seu carro em casa com uma frequência semanal (49%), enquanto 44% usa postos públicos pelo menos uma vez por mês.
Entre os inquiridos do estudo, os carros elétricos são maioritariamente conduzidos por mulheres, na faixa etária entre os 35 e os 44 anos ou pela faixa de 75 ou mais anos e de classe social alta, sendo nas Ilhas a maior penetração destes automóveis.