Bruce Dickinson Explicou Porque É Que Os Iron Maiden Continuam A Compor Músicas Longas
Numa entrevista recente para o programa Trunk Nation Virtual Invasion, da SiriusXM, o vocalista dos Iron Maiden, Bruce Dickinson, explicou porque é que o grupo continua a compor músicas longas, progressivas e complexas, como as mais novas “Death Of The Celts”, “The Parchment” e “Hell On Earth” que excedem os dez minutos de duração cada.
“O Steve [Harris, líder e baixista do Maiden] e eu somos os responsáveis por isso, já que somos grandes fãs do progressivo”, disse Bruce. “Eu estava a conversar com alguém sobre isso, sobre as diferentes bandas que nós dois gostávamos. Somos grandes fãs dos Jethro Tull, por exemplo. Ele adoroa “A Passion Play” (1973) e o “Think As A Brick” (1972), enquanto eu sou mais “Aqualung” (1971) e os primeiros discos deles”, pontuou Dickinson.
“Ele [Steve Harris] é um grande dos Genesis, a época com o Peter Gabriel, e do disco The Lamb Lies Down On Broadway. Ele ama todos esses álbuns. Eu não sou doido pelo Genesis, mas curti muito o terceiro álbum solo do Peter Gabriel, o que tem músicas como Intruder e No Self Control. É assustador, sombrio e melancólico”, acrescentou.
“Tinha uma banda chamada Van Der Graaf Generator que era contemporâneos do Genesis, e, de certa forma, até mais conhecidos que o Genesis. Eu os amava. E peguei emprestadas algumas partes do estilo vocal do vocalista deles, Peter Hammill. Então nós dois temos essa relação com o progressivo, junto com Thin Lizzy, Deep Purple, Black Sabbath. Steve é muito fã do Nektar e do Scorpions, também”, completou o vocalista.
“Então, essas são as nossas influências para criarmos músicas longas. E elas são incríveis e com um quê hipnótico como The Parchment. [Se tocarmos uma dessas música ao vivo], eu terei uns cinco minutos de folga durante o show”, finalizou.
Senjutsu, mais novo álbum do Iron Maiden, está disponível em vários formatos como 2CD Digipak, Deluxe 2CD Book, 3LP de 180g, Super Deluxe Boxset, com CD, Blu-Ray e memorabilia exclusiva e digital.
O novo trabalho de estúdio do grupo, que conta com 82 minutos de música, sendo assim, um trabalho duplo como o The Book Of Souls (2015), contou com a produção de Kevin Shirley, já a capa foi concebida por Mark Wilkinson (Judas Priest, Marillion).