A Ciência Explica Como As Experiências Traumáticas Afectam As Púpilas
Uma equipa de investigadores da Universidade de Swansea, no Reino Unido, descobriu que as pupilas podem indicar se alguém passou por uma experiência traumática no passado.
O estudo, publicado no Biological Psychology, e divulgado na revista Galileu, examinou pessoas que sofriam de transtorno de stress pós-traumático. De acordo com os investigadores, indivíduos afetados pela condição estão mais sensíveis a situações comuns do quotidiano, o que por sua vez faz com que estejam constantemente em estado de alerta, inibindo a habilidade de relaxar.
Os cientistas mediram o tamanho das pupilas dos voluntários enquanto olhavam para imagens relacionadas com situações alegres, neutras e ameaçadoras. Surpreendentemente, a reação de indivíduos com stress pós-traumático foi significativamente diferente.
Conforme explica a Galileu, as pupilas de quem sofre da condição dilataram muito mais ao observarem cenários obscuros, como também aumentaram ao observarem imagens agradáveis.
“Estas descobertas permitem-nos entender que as pessoas que sofrem de stress pós-traumático estão automaticamente preparadas para ver ameaças e responder com medo em qualquer contexto emocional incerto”, explicou a líder do estudo Aimee McKinnon, líder do estudo, num artigo publicado no site da Universidade de Swansea.
“[Isto revela] o peso que [os traumas] devem representar para essas pessoas na vida quotidiana”.