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14 Setembro 2021

We Sea Lançaram “Cisma” Em Todas As Plataformas Digitais

Ficou disponível todas as plataformas digitais, Cisma, o novo LP de originais dos açorianos WE SEA. Com selo da discográfica Marca Pistola, o disco será apresentado ao vivo em Lisboa, a 17 de Setembro, no âmbito do festival MIL em Lisboa. 

Conta-se que algures num serão noventeiro insular, um 7-polegadas do Vapor da Madrugada dos Rimanço foi metido a rodar num gira-discos mas que, por descuido do utilizador, foi reproduzido com a velocidade desacelerada. 

Em torno desta nova visão do tema, de ritmo lentificado e com a voz mais encorpada, formou-se um apego obsessivo pelo glitch melancólico, uma autêntica cisma, que deu origem a todo uma nova estética musical.

Depois de um ano de 2019 em que a banda bateu pé em não dulcificar o seu registo, deixar um projecto como os WE SEA a maturar durante quase dois anos acarreta o risco de que algumas texturas inerentes do som da banda ficassem perdidas em combate em prol de outras, mas no caso de Cisma (2021), foi conseguida uma proeza surpreendente – o disco não perde a essência de Basbaque (2019) mas ao mesmo tempo está mais dançável (em músicas como “Seja como For” ou “Perdido Por Mil”) e as letras mais cruas e viscerais (Altivez). 

São versos que soam como se tivessem sido rabiscados num caderno respingado de mar, escritos por um cancioneiro sentado num calhau que teve de levar como música de fundo a seleção pessoal de álbuns de um disc jockey nostálgico a passar som numa esplanada de praia. 

É um disco que a cada needle drop parece dar indícios descoincidentes do que é que vamos ouvir: é um disco de baladas, gostos e desgostos? Um tributo pop lavado em auto-tunes e referências kitsch? Uma demo tape de sons de banda sonora em 8 bit de uma pérola de videojogo que morreu na praia? Um compêndio palavroso de alusões literárias que ao mesmo tempo é apontado como simultaneamente demasiado erudito ou demasiado cordel? 

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E mais ainda, alguém com um ouvido afinado para a “etnomusicalidade” seria o primeiro a querer a apontar que o verdadeiro sabor do disco está nas influências insulares que lá estão metidas: desde um título homônimo de uma música de Zeca Medeiros (Torna-viagem), a uma secção de coros que bem poderia estar em competição num Festival da Canção em meados de ‘86.  

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