Ser bruto com o ChatGPT torna-o mais eficaz. Mas será que deve fazê-lo?
Um grupo de investigadores da Pennsylvania State University acredita que, apesar de uma abordagem mais rude tornar o ChatGPT mais eficaz, os utilizadores devem ter noção que este tipo de interações pode ter consequências negativas.
Todos os utilizadores de ferramentas de Inteligência Artificial como o ChatGPT ou o Gemini concordam que a forma como se interage com estes chatbots tem um impacto direto na sua eficácia. Na verdade, parece que o ‘truque’ está em sermos rudes nas nossas interações.
Quem o diz é um grupo de investigadores da Pennsylvania State University que, de acordo com a Fortune, percebeu que ser “muito rude” com o ChatGPT resulta numa maior eficácia do que ser “muito simpático”.
Como conta a Fortune, o estudo baseou-se no modelo GPT-4o e em mais de 250 ‘prompts’ que consistiam em questões com 50 opções de escolha múltipla, com os investigadores a verificarem numa precisão de 84,8% quando os ‘prompts’ eram “muito rudes” – cerca de quatro pontos percentuais acima de ‘prompts’ “muito simpáticos”.
De momento, o ChatGPT Translate está disponível apenas em versão ‘web’ e não tem qualquer aplicação dedicada. Por outro lado, o rival Google Tradutor está disponível tanto em versão ‘web’ como sob forma de aplicação para Android e iOS.Miguel Patinha Dias | 11:17 – 16/01/2026
Apesar da maior eficácia de interações mais rudes com bots de conversação como o ChatGPT ou o Gemini, os investigadores apontaram também que este tipo de abordagem pode ter consequências a longo-prazo.
“A utilização de linguagem ofensiva ou depreciativa na interação entre humanos e Inteligência Artificial pode ter efeitos negativos na experiência de utilizador, acessibilidade e inclusão e pode contribuir para normas de comunicação prejudiciais”, afirmam os investigadores.