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28 Janeiro 2026

Sente que o tempo passa a correr? Psicólogo de Stanford explica fenómeno

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Sente que o ano de 2025 passou a voar? A idade não perdoa, é um facto. Mas saiba que a verdadeira causa se prende com fatores neurológicos.

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E prepare-se: Se não seguir estas recomendações este ano poderá passar a uma velocidade, aparentemente, ainda mais rápida.

A teoria que explica este fenómeno foi explorada por um professor e psicólogo de Stanford, mas um filósofo francês já  abordava este tema nos anos 80 e, atualmente, continua a ser debatido por todos os especialistas do cérebro.

Durante a vida adulta, segundo explica Adrian Bejan ao Buzz Feed, “o cérebro recebe menos imagens do que para aquelas que foi treinado para receber quando era jovem”. A par disso, também deixa passar despercebidas as imagens que já identifica facilmente.

Por isto e por outros motivos é que se torna perfeitamente normal pensar que “quanto mais velhos ficamos, mais depressa o tempo passa”, acrescenta o especialista.

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O que pode influenciar a percepção do tempo

A percepção que se tem em relação aos dias, por exemplo, para uma criança uma semana pode ser associado a “uma grande parte da vida dela”, visto que tem poucas experiências e tudo será novidade, ou seja, associa isso a muitos acontecimentos: desde novos lugares, novas pessoas, novas regras e novas sensações.

Já para uma pessoa de 80 anos, por mais ativa que seja a sua rotina, uma semana é “uma parte muito menor da vida” e, já poucas coisas a podem surpreender e fazê-la sentir que está a viver mais, o que contribui diretamente para uma “sensação de que o tempo passa demasiado rápido”.

“Olhar para trás no tempo reforça essa sensação de aceleração”, acrescentam.

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A memória que tem em relação ao que já viveu no passado e experimentou no passado é, por isso, também um fator decisivo. Não que tenha vivido demasiado. Não tem tem nem pode mudar nada em relação a isso. Aliás, isso é algo bastante positivo.

Apesar de se associar momentos de felicidade a períodos em que ‘o tempo passa mais rápido’, Lustig revela à mesma fonte que estar totalmente envolvido e “a viver o momento” pode fazer com que esses momentos pareçam durar mais. 

A solução está, então no presente. Adrian Bejan faz até uso do ditado de que “a variedade é o tempero da vida” e sugere que saia da rotina e aproveite o tempo que tem.

Eis algumas formas de desacelerar a vida

“Mudanças na rotina também podem afetar a rapidez com que os anos parecem passar”, explica. Como tal, estes especialistas do cérebro recomendam uma restruturação da rotina, de forma a obrigar o cérebro a registar algumas novidades. Pode fazer, por isso, planos diferentes, percursos que não sejam os habituais e também alimentar a criatividade de formas distintas das habituais. 

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