Saiu Hearts and Souls, segundo disco de Santa Clara Blues
O ser humano, esse que vagueia por esta terra, sem consciência do que vem e do que virá.
O ser humano, composto de coração e alma, por vezes desgastados e vazios, outras com sede de descobrir e viver. O ser humano, aquele que faz parte de uma sociedade que se vai afastando de uma essência pura.
A sociedade, indispensável para vivermos e crescermos, que tanto nos esmaga como nos eleva.
É assim o segundo álbum de Santa Clara Blues. Hearts and Souls desenha de forma quente e emotiva, o percurso do ser humano na sociedade. Mantendo a linha Folk, Blues e Bluegrass, o disco, composto por 8 faixas, tal como o primeiro, acaricia-nos o peito em forma de abrigo e desperta-nos a alma para o mundo estranho onde temos de viver.
A distância física entre os músicos tornou-se um atraso para a concepção deste segundo álbum, ainda que com muitos temas alinhavados, faltava a proximidade e o tempo para os partilhar e limar. Finalmente em 2025 conseguiram ensaiar para fazer arranjos para as gravações. A entrada de Rui Pereira para a bateria e do Rui Guerra para as teclas, deu uma nova roupagem e cor ao disco.
Captado entre o estúdio Amblin’ Man Recording Studios, Suffolk no Reino Unido e grande parte no estúdio Estrela de Alcântara. Tal como o primeiro álbum, Hearts and Souls contou com mistura e masterização do Miguel Lima no Estrela de Alcântara. Foi lançado com o selo da Raging Planet e apresentação a 18 de Abril na ADAO, Barreiro, com convidados especiais.
A capa do álbum tem uma fotografia que retrata a inauguração da Junta de Freguesia da Baixa da Banheira, na Estrada Nacional 11. Tirada por Alberto Sousa Branco em 1967, esta imagem, que agora faz capa de Hearts and Souls, é uma homenagem à força e à união da comunidade onde alguns deles cresceram — uma comunidade que acreditava na liberdade, enraizada nos valores da Revolução de Abril.