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14 Fevereiro 2020

Projecto Ray De Luis Raimundo (The Poppers / Keep Razors Sharp) Lançou Hoje O Single “City Cowboys”

Luís Raimundo, conhecido na cena musical como “Ray”, fez do rock n’ roll banda sonora para a vida. E continua a fazê-lo. Porque mais do que tocar para os outros, toca o que já lhe tocou em sorte e desventura e que o vem moldando até hoje. Nele, é isto que é o rock n’ roll. Falar da vida, confidenciar, mandar para fora, gritar, cuspir. Ora de forma mais musculada, visceral e crua como fez nos The Poppers, ora de forma mais introspectiva e densa, como acontece depois nos Keep Razors Sharp. Um caleidoscópio a que só se pode permitir aventurar quem já usou muitas máscaras, quem experimentou e viveu, dentro e fora da música. Porque quando se cresce no caos, este ambiente será para sempre o seu habitat natural, a sua zona de conforto. 

Sonoridade

O rock n’ roll só acontece a quem se põe a jeito. A quem vive. Muito intensamente, talvez até em demasia. A quem anda no limite e ali passa muito tempo. Até fazer do limite o seu código postal. É nessas experiências que transbordam e na vontade de as exteriorizar que depois se fecunda matéria bruta. E quem já viveu assim, quem sentiu e experimentou com a intensidade máxima, sabe também do que precisa para regurgitar tudo numa partilha fidedigna. Vícios, a morte, a boémia, o amor, o fio da navalha, o frio na espinha, a vida canalha de um filho bastardo. A experiência de Luís Raimundo e as sinergias que já criou na música, permitem-lhe agora escolher o parceiro perfeito para esmiuçar o que há a expor em cada um desses temas. Um cúmplice para canalizar tudo isso, de forma a que outros sintam a genuinidade da experiência. O elo de ligação para fazer com ele a purga de cada vivência e remexer as cicatrizes. “RAY” é isto, um novo projecto, onde o mesmo se rodeia de pessoas escolhidas por si, para a o acompanharem nesta nova viagem sem destino determinado. Conta com Filipe Costa, Nuno Jesus, Kid Richards, Joana Medon, Xico, Bruno Fernandes, Anthony Belguise e Paulo Furtado, tendo sido este último a produzir o álbum gravado na Riviera Francesa. Dupla (Paulo Furtado e Luís Raimundo) que tem vindo a alimentar uma parceria violentamente produtiva. Para “RAY” convergem os dramas, os desafios, todas as provas que a vida lhe propôs, e nele são fermentados numa ebulição prolongada e arrastada. Aqui não há céu nem inferno. Há terra, matéria, carne. E há um coração visceral com mais estômago, onde a música é o combustível comum das viagens divergentes de “RAY” e de cada ouvinte.

 

Estética

 

A conceito e a estética deste projecto assenta na democratização do rock n´ roll. Com a Direcção Criativa de Ivo Purvis cria-se uma plataforma colaborativa em que talentos criativos de várias áreas se cruzam ao longo dos vários actos de “RAY”. Uma tapeçaria de cores e caras que pintam as batalhas mantendo a matriz guerreira e lutadora e os espinhos que são espinha dorsal do movimento. É a viagem, o caminho, a luta a sobreporem-se ao resultado final desta. A luz e o brilho que ficam em nós depois de desligadas as luzes da guerra. Uma harmonia que explode no meio do caos e da imperfeição. A isto juntam-se as máscaras que nos definem a dado momento, que nos libertam, que nos tornam mais nós e nos dão coragem para sermos maiores. “RAY” é um baile de máscaras que vai para lá do rock n´roll e que quer trazer até si um público mais abrangente, que faz do combate uma festa. 

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