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21 Fevereiro 2022

O Que Realmente Acontece Quando Nos Apaixonamos

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Já alguma vez tiveram a sensação súbita e arrebatadora de que tinha de estar de imediato com determinada pessoa?

Ao contrário do que possa pensar, essa sensação não vem do coração, como é popularmente dito.

Na verdade, grande parte esse impulso tem origem no cérebro.

Apaixonamo-nos pelas mais variadas razões e o nosso corpo responde com um verdadeiro cocktail de hormonas, com força intensidade suficiente para nos viciarmos.

As principais razões que nos levam a ‘cair de amores’ por alguém vêm dos nossos ancestrais. A necessidade de formar um par e de reproduzir eram essenciais para a evolução da nossa espécie.

A natureza conseguiu garantir que não correríamos perigo de extinção, ao gerir as nossas respostas hormonais de uma forma que nos permitisse sobreviver enquanto espécie.

Passamos exatamente por três fases quando nos apaixonamos. São estas a l u x ú r i a, a atração e o apego. As três fases estão associadas a diferentes respostas hormonais.

~L u x ú r i a Trata-se do nosso sistema límbico a trabalhar ao máximo. É a atração sexual inicial que sentimos por uma pessoa que consideramos atraente. O estrogénio e a testosterona são as principais hormonas responsáveis por esta sensação. A noradrenalina é uma anfetamina de ocorrência natural que aumenta a experiência de felicidade e reduz o apetite. Normalmente é libertada nesta fase e continua na fase da atração.

Atração É aqui que a ‘diversão’ começa. Esta fase ocorre após a primeira resposta biológica, desencadeando um grande número de respostas hormonais. O amor desencadeia um ciclo de repetição no nosso cérebro, levando-nos a desejar por mais. Entra em ação principalmente nesta fase. O primeiro ’empurrão’ vem da adrenalina. Apaixonar-se causará uma resposta ao stress no seu corpo. É provável que já tenha sentido estes sintomas. Lembra-se de ter sentido o coração acelerado, a boca seca ou as palmas das mãos suadas? Estas são reações desencadeadas pela adrenalina. Aos estarmos apaixonados, os nossos corpos produzem a dopamina. Esta também é conhecida como a “hormona da boa sensação”. A dopamina é responsável pelos sentimentos de prazer e felicidade. A dopaminha faz com que nos sintamos bem. Os seus efeitos estimulantes no cérebro podem fazer com que nos sintamos muito bem. Entre os efeitos de alto nível de dopamina estão o aumento da energia, o aumento do foco e a diminuição do apetite. Não consegue parar de pensar naquela pessoa especial? É a serotonina em ação. Por norma, quando se apaixonam, as mulheres produzem níveis mais elevados de serotonina do que os homens.

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Apego: ocitocina Durante o orgasmo existe um pico nos níveis de ocitocina. A ocitocina é também a hormona que nos conecta enquanto seres humanos. É fundamental na relação entre mãe e filho, logo após o nascimento da criança. É de tal forma importante que intervém na lactação. Essencialmente sinaliza os seios para que estes libertem leite quando o bebé necessita.

vasopressina A vasopressina é mais conhecida como um anti-diurético. Trabalha nos rins e controla a sede. Esta hormona também é libertada imediatamente após o sexo. Tem um importante papel no sexo e na preferência do parceiro.

O amor magoa Tal como ocorre com outros vícios, parar com determinado hábito ou vício pode ser extremamente doloroso. A dopamina controla a maior parte do sistema de recompensa cerebral, por isso é natural que uma quebra na libertação de dopamina leve-nos a sentir que temos o coração partido.

Quando o cocktail não tem o efeito desejado O desequilíbrio dos níveis hormonais pode levar a uma série de problemas, principalmente quando o nosso sistema de recompensa cerebral está envolvido. Níveis de dopamina em excesso podem ter influência sobre o vício. As mesmas áreas do cérebro podem ser afetadas pelas drogas ou por compulsão alimentar. Com a dopamina em excesso os caminhos de recompensa do nosso cérebro podem começar a procurar por excitação em outro lugar. Vício, inveja e comportamento errático podem ser o resultado de tentarmos obter a próxima ‘dose’ de dopamina.

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