Metallica: Lars Ulrich Não Se Arrepende Da Escolha Do Som Da Bateria Em “St. Anger”
Durante uma presença ontem (quarta-feira, 29 de Julho) no “Trunk Nation With Eddie Trunk” da SiriusXM, o baterista dos Metallica, Lars Ulrich, defendeu o controverso álbum de 2003 da banda, “St. Anger“, que foi criticado por muitos fãs pela sua falta de solos de guitarra, riffs estendidos, a sua produção bruta e o som de bateria fraco. Questionado se ele ainda apoia o som da bateria muito difamada do disco, Lars disse:
“A cem por cento, porque naquele momento, era a escolha certa”.
“É apenas a minha personalidade, estou sempre a olhar para o futuro, sempre a pensar na próxima coisa. É assim que eu sou“, continuou. “Seja nos Metallica sempre a pensar no futuro, na minha vida pessoal ou nos relacionamentos, seja o que for que eu esteja a fazer, estou sempre a pensar no futuro. Às vezes, sem dúvida, passei muito tempo no futuro, mas raramente passo algum tempo no passado, e a única vez que este material realmente aparece é em entrevistas”.
Ulrich continuou a dizer que não se arrepende de nenhuma das escolhas de produção que os Metallica fizeram ao longo das quase quatro décadas de carreira da banda. “Estou orgulhoso de todas estas decisões, porque sei que, na época, elas eram estavam certas e era a coisa instintiva para se fazer“, disse.
“St. Anger” foi lançado em Junho de 2003 no final de um turbulento período de dois anos em que o baixista Jason Newsted deixou os Metallica, Hetfield teve uma longa estadia numa clínica de desintoxicação e toda a banda ameaçou separar-se. A produção bruta de baixa qualidade, a falta de solos de guitarra e o som pouco ortodoxo do álbum não foram bem recebidos por muitos fãs do grupo, que ainda o citam como o pior disco dos Metallica. “St. Anger” já vendeu mais de seis milhões de cópias em todo o mundo.