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09 Dezembro 2017

Iron Maiden: Bruce Dickinson Revela Porque Saiu Da Banda Em 1993

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O vocalista Bruce Dickinson falou, em entrevista à Vulture, sobre os motivos pelos quais ele saiu dos Iron Maiden em 1993. O cantor apostou numa carreira solo e foi substituído por Blaze Bayley, que permaneceu na formação até 1999, quando Dickinson regressou.
“Quando saí dos Iron Maiden, eu era muito duro comigo mesmo. Pensava que aquilo me limitava, era uma gaiola de ouro confortável, que me rendia muito dinheiro e eu podia continuar a reciclar a nossa identidade, mas não queria fazer aquilo. A única forma que eu pensava ser possível crescer como cantor era fazer algo diferente e só levava isso a sério saindo da banda”, comentou.
Dickinson disse que quando se está no Iron Maiden, todos te protegem. “Assim que você sais da bolha, todos dizem: “sempre quis dar um pontapé naquele tipo”. Foi o que aconteceu comigo. Mas, ao mesmo tempo, eu pensava: “foi por isso que tu saiste”. Sais da caixa para ver o que está lá fora”, afirmou.
Bruce disse que se atirou para o universo e pensou se devia mesmo existir como cantor e se ele estava a trazer algo de útil para o mundo ao estar numa banda, a não ser nostalgia. “Se fosse só isso, talvez eu devia estranhá-lo e fazer algo mais útil. Se queremos se um artista, não podemos descansar nos nossos louros. Devemos fazer algo diferente. Não sabia o que fazer e é por isso que saí. As pessoas pensam que eu tinha um plano quando saí. Não, não tinha nenhum plano. Foi algo difícil para os rapazes da banda entenderem”, afirmou.
O vocalista temia que, com ele, os Iron Maiden se tornassem irrelevantes. O público provavelmente ficaria feliz, embora ele, lentamente, diminuísse. A banda ficaria menos relevante e ficaria numa bolha com o resto da comunidade metal. Não queria isso. Aprendi muito enquanto estive fora da banda. Eu estava bem melhor como cantor quando voltei (em 1999) do que quando saí”, disse.
Consequentemente, Bruce considera “Brave New World” (2000), o disco que marca seu regresso, como um dos grandes clássicos dos Iron Maiden. “Estava toda a energia de volta. Tudo na banda tinha mudado. Antes de sair, existiam aquelas pequenas lutas por poder. Quando voltei, foi tudo mais honesto. As pessoas dizem que o Maiden é como família, como se a família fosse algo bom. Mas as famílias não são necessariamente coisas boas. Aqueles organismos saíram do mesmo buraco, mas não é razão para gostarem uns dos outros. Tudo aquilo do “o sangue é mais espesso que a água”… desculpem, se o seu irmão é um parvalhão, ele é mesmo um parvalhão. Somos mais amigos agora do que nunca. Somos uma banda de irmãos nascidos da mesma mãe, que é os Iron Maiden”, afirmou.

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