Glenn Hughes Afirmou Que Se Arrependeu De Sair Dos Trapeze Para Entrar Para Os Deep Purple
O vocalista e baixista Glenn Hughes acredita que nunca deveria ter deixado os Trapeze, a sua primeira banda de destaque, para se juntar aos Deep Purple em 1973. Apesar da declaração forte, o músico tem esse pensamento não por questões artísticas, mas pessoais, relacionadas aos problemas com o vício em drogas que teve durante anos.
Em entrevista à Guitar World, Hughes reflectiu sobre as consequências trazidas pela dependência química na sua vida. Para ele, muitos problemas aconteceram a partir de sua entrada para os Deep Purple, que o deixou mundialmente famoso.
“Perdi muitas pessoas na minha vida, mas o homem que me tornei por causa disso mostra que devemos deixar as expectativas e os ressentimentos de lado. Eu tinha muito apego a coisas, pessoas e lugares. Quando tens que abandonar isso, é difícil. Digo-te: eu nunca deveia ter saído dos Trapeze. Devia ter ficado naquele barco”, afirmou.
O homem que é conhecido como “the voice of rock” (“a voz do rock”) aponta que sair dos Trapeze “tem sido o tormento da sua vida”. “Porém, eu tive que deixar isso para trás”, disse.
A atuação de Glenn Hughes como frontman dos Trapeze teve início em 1969, rendendo os álbuns “Trapeze” (1970), “Medusa” (1970) e “You Are the Music…We’re Just the Band” (1972). A formação do trio era completa por Mel Galley (Whitesnake) na guitarra e Dave Holland (Judas Priest) na bateria.
Foi justamente o trabalho de Hughes nos Trapeze que chamou a atenção dos Deep Purple, que precisavam de um cantor e de um baixista para as vagas deixadas por Ian Gillan e Roger Glover, respectivamente. A ideia, inclusive, era ter Glenn em ambas as posições, mas a banda reconsiderou e trouxe David Coverdale para ser o fronteman, com o baixista a ser o co-vocalista.