Gigafábrica de IA em Sines pode contribuir para Portugal liderar Europa
Num painel no ‘stand’ do Banco Português de Fomento (BPF) na Web Summit, que decorreu em Lisboa, a fundadora e presidente da Defined.ai, Daniela Braga, e o diretor da Tekever Digital em Portugal, Rui Lobo, saudaram o anúncio desta infraestrutura, acreditando que podem ser fundamentais para as suas áreas.
“Agora, com o Banco de Fomento a liderar este consórcio e a juntar todos os grandes intervenientes em Portugal, é um sonho tornado realidade. Estou muito entusiasmada”, sublinhou Daniela Braga.
A presidente da Defined.ai disse que falou, há cinco anos, com vários responsáveis a apresentar um centro de excelência para a IA em Portugal.
“Na altura em que achava que a Europa ainda tinha uma hipótese de competir na corrida global à IA”, apontou, recordando o caso de Israel, “com o tamanho de Portugal e que se tornou um líder mundial no ‘cyber’ em 10 anos com o apoio do Governo”.
O vice-presidente para a Interface Empresarial, Inovação e Empreendedorismo do Instituto Superior Técnico (IST), Pedro Amaral, referiu que Sines “tem três coisas muito, muito importantes” para o projeto: os cabos submarinos, o porto, e a energia, destacando a elevada produção de renováveis.
Já Rui Lobo disse que o objetivo é usar a IA e a computação para “revolucionar e modelar um novo modelo de indústria na defesa”. “Ter esta IA em Portugal já são boas notícias”, apontou.
No entender do responsável da empresa, a criação da gigafábrica em Sines pode ser um mecanismo para assegurar a soberania dos dados no lado europeu, em vez de na China ou nos Estados Unidos da América.