EUA proíbem importação de robôs humanoides por “risco de segurança”
maioria dos robôs humanoides vendidos nos Estados Unidos é produzida no estrangeiro, principalmente na China, sendo desenvolvidos para aplicações industriais, em espaços confinados como fábricas de automóveis ou armazéns.
O organismo norte-americano regulador das telecomunicações, FCC, anunciou em comunicado que adicionou “dispositivos robóticos avançados”, incluindo “robôs móveis”, à lista de itens de importação proibida, que já incluía certos tipos de drones e empresas chinesas como a Huawei e a China Telecom.
A decisão baseou-se nas conclusões de um grupo de trabalho da Casa Branca, que determinou que estes robôs fabricados no estrangeiro poderiam comprometer “a segurança dos cidadãos norte-americanos”.
As agências de segurança nacional defendem que estes robôs “podem criar pontos de vulnerabilidade na cadeia de abastecimento capazes de perturbar a segurança económica e nacional”, além de “um risco de cibersegurança que pode ameaçar a infraestrutura crítica” do país.
Os robôs autorizados pelo Departamento de Defesa estão isentos desta proibição “porque não representam riscos inaceitáveis”, acrescenta a FCC.
A FCC também adicionou à lista inversores fabricados no estrangeiro, dispositivos que convertem corrente contínua de baterias ou painéis solares em corrente alternada padrão, adequada para utilização na rede elétrica.
O executivo Trump tem procurado revitalizar a indústria robótica do país, onde várias empresas já produzem alguns robôs humanoides, nomeadamente a Boston Dynamics, que planeia construir uma fábrica com uma capacidade de produção que deverá atingir as 30.000 unidades por ano.
A Tesla pretende iniciar em breve o fabrico industrial do seu robô humanoide Optimus em duas unidades, na Califórnia e no Texas. Outra empresa americana líder em robótica, a Figure AI, já monta robôs em série na sua fábrica na Califórnia.