Em 2050 Haverá Menos Cerveja E Será Mais Cara. A Culpa É Das Alterações Climáticas
Em 2050 haverá menos cerveja e será mais cara. A culpa é das alterações climáticas. Segundo um estudo levado a cabo por um grupo de investigadores da Universidade da Califórnia, nos EUA, o aquecimento gobal ameaça afetar a produção de cerveja nas próximas décadas. Em países como a Alemanha, a Holanda e a Bélgica, que figuram entre os maiores produtores do mundo, os períodos de seca e as ondas de calor serão responsáveis por uma redução de 40% do cultivo de cevada.
De acordo com a investigação, a produção mundial de cevada, um dos principais ingredientes utilizados no fabrico desta bebida, deverá diminuir 17% na sequência de fenómenos climáticos extremos como os que se têm vindo a registar. Na República Checa, outro dos grandes produtores cervejeiros, à semelhança do que se prevê para a Alemanha, a Holanda e a Bélgica, a quebra deverá rondar os 38%. No Brasil e no leste de África, essa percentagem deverá aproximar-se dos 20%.
“A descida significativa do fornecimento [global] de cevada provocará alterações substanciais no consumo e no preço da cerveja”, admitiu já publicamente Steven Davis, um dos autores da investigação. Apesar da China ser o maior consumidor mundial da bebida, os irlandeses são os que mais litros ingerem por pessoa por ano e, consequentemente, os que mais poderão vir a sofrer com o aumento dos preços que, segundo os autores do estudo, poderão subir entre os 43% e os 338%. A confirmarem-se as previsões, o consumo global de cerveja registará uma quebra na casa dos 16%.