“Deixa-me Entrar” É O Novo Single Dos Patos Bravos
Pedir me para falar de uma canção sem sentido nenhum e escrita durante a minha adolescência não se faz a ninguém. Mas convenhamos, a bem do entretenimento, podemos inventar qualquer coisinha. Não é afinal o que aqui andamos a fazer?
Pois bem, deixa-me entrar ou deixa sair – talvez sejam as palavras que mais correm na cabeça de um jovem e talvez por isso tenham sido escritos tais versos e que mais tarde deram lugar a esta canção. Lembro me de estar sentado na cama, antes de ir para a mesa do jantar num desses Verões nas praias frias e nebulosas do oeste, quando me saíram estas palavras: “deixa-me entrar no teu sistema solar”.
Confesso que nunca me interessei muito pelo espaço, será por ter descoberto a determinada altura que as naves da guerra das estrelas eram filmadas em miniatura? Pode ter sido esse o dia do fim da minha inocência… Quero acreditar. É que andamos à procura lá fora na grandeza do espaço, quando a verdade já se encontra entre nós e na nossa pequenez.
Não é lindo isto que eu acabei de dizer? Roça o poético.
Fez me lembrar porém o livro do Tintim: le tresor de Rackham le Rouge. Tanta coisa e no final o tesouro estava na própria casa de onde partiram… Em Moulinsart.
Mas, tudo isso nós já sabemos, porque hoje em dia tudo sabemos, não há como, mas que não sirva de desculpa para não ir por esse espaço fora, de dimensão em dimensão, para no final ver se baixa o preço das casas na Baixa de Lisboa. De resto, sobre a canção inventei que podia ter sido escrita pelo filho do Carl Sagan se tivesse andado na escola com o filho do Charlie watts. Boa deixa para um final majestic…