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19 Agosto 2026

Bleeding Antlers regressam ao lado mais negro do doom com “Songs of Praise”

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Seis anos depois de Stagmata, os britânicos Bleeding Antlers estão de regresso com um novo mergulho na escuridão. Songs of Praise chega a 22 de agosto e promete levar o doom metal da banda para territórios ainda mais pesados, atmosféricos e inquietantes.

Vindos do Reino Unido, os Bleeding Antlers apresentam o seu segundo álbum de estúdio como uma evolução natural, mas também mais ambiciosa, da identidade que começaram a construir com o aclamado álbum de estreia, Stagmata. Desta vez, o colectivo mergulha mais profundamente em temas como a tentação, a perda, a mortalidade, a mitologia e os conflitos espirituais, criando uma viagem sonora onde a luz e a escuridão estão constantemente em confronto.

Musicalmente, Songs of Praise mantém o peso esmagador do doom, mas expande a paleta sonora dos Bleeding Antlers com elementos de rock progressivo, folk, shanties e atmosferas góticas. O resultado é uma proposta teatral e imersiva, construída para ser ouvida como uma experiência completa e não apenas como uma sucessão de temas. A própria banda explica a evolução entre os dois trabalhos: Stagmata foi nós a encontrarmos o som dos Bleeding Antlers. Songs of Praise somos nós a aprender o que fazer com o silêncio à sua volta. Mais espaço, mais peso e um tom muito mais sombrio do que Stagmata.”

Produzido, misturado e masterizado por Simon Bismarck, o novo álbum reúne sete composições que exploram diferentes formas de escuridão. Apesar do título, Songs of Praise está longe de ser um tradicional livro de cânticos. Aqui, a devoção dirige-se para altares bem mais inquietantes. O disco abre caminho através de diferentes ambientes e narrativas. “When the Sun Bursts” aposta num groove apocalíptico, enquanto “Meet Me in the Woods at Midnight” mergulha num imaginário próximo do folk horror. Já “Fimbulwinter” transporta para o universo da mitologia nórdica, evocando o inverno eterno e o peso inevitável do fim.

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Entre os momentos mais inesperados está ainda uma versão de “Blue Jeans”, de Lana Del Rey, reinterpretada pelos Bleeding Antlers através da sua linguagem sombria e pesada. A escolha demonstra também a vontade da banda de explorar diferentes referências sem perder a coerência estética do álbum. A viagem termina com “Crooked Lines”, uma composição épica que funciona como reflexão sobre fé, tentação e a eterna luta entre a luz e as trevas.

A história dos Bleeding Antlers é, por si só, pouco convencional. O projecto nasceu em 2016, a partir de uma viagem de despedida de solteiro pela Europa que acabou por se transformar numa verdadeira irmandade musical. O que começou como uma aventura entre amigos evoluiu posteriormente para uma banda com uma voz própria dentro do underground do doom. Com Songs of Praise, essa identidade parece estar agora mais definida e, simultaneamente, mais disposta a correr riscos.

Para quem encontra nos Pallbearer, Candlemass ou Type O Negative algumas das referências essenciais do doom e do metal sombrio, os Bleeding Antlers apresentam-se como uma proposta a acompanhar de perto.

Songs of Praise chegou a 22 de agosto de 2026, prometendo sete capítulos de doom pesado, mitologia, tentação e escuridão — uma espécie de livro de cânticos para quem prefere rezar com guitarras distorcidas.

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