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23 Janeiro 2023

Billy Corgan: Tecnologia Em Estúdio Musical Funciona Como Filtro No Instagram

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Billy Corgan, líder do Smashing Pumpkins, discutiu a contribuição das novas tecnologias no processo de produção musical. Um tipo que criou no início da década de 90 clássicos álbuns como Gish e Siamese Dream pode afirmar sem medo: “Antes do Pro Tools, havia profissionais”.

Pro Tools é um software de áudio que revolucionou a pós-produção musical a partir do fim dos anos 90, quando se tornou popular, além de inspirar a criação de outras estações de trabalho semelhantes. Corgan analisou as eras pré e pós-Pro Tools num recente episódio do podcast do engenheiro de som Rick Beato (AQUI).

Questionado se era possível produzir um disco hoje sem se valer de recursos tecnológicos, Corgan respondeu: “É difícil regressar a esse cérebro de 1992. Mas praticamente não ias [regressar], porque era muito trabalhoso. O ideal era acertar um grande take e, em seguida, sobrepor alguma coisa boa em cima dela… era algo que tinhas que fazer para conseguir ter algo”.

Ele prosseguiu: “Hoje em dia, se tentares fazer isso, pensas lá no fundo da tua mente: ‘Bem, se eu errar, podemos arranjar, remover… E quando começas a editar – acabou. É como o filtro no Instagram, certo? No minuto em que eu uso o filtro, é tipo, ‘Bem, isto parece melhor!’ Não voltas para a imagem não filtrada. Então, acho que essa é a dificuldade”.

No entanto, Corgan admite que há casos em que fazer uma música dentro de um software produz alguns benefícios. Ele dá como exemplo “Beguiled”, recente single dos Smashing Pumkins que recebeu diversos retoques na sua finalização. “Mas certamente há músicas, como ‘Jelly Belly’, ou ‘Cherub Rock’, que você nunca poderia num milhão de anos fazê-las num software”, ressaltou.

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