Basqueiral celebra 10.ª edição em Santa Maria de Lamas com 16 nomes da música alternativa
O Basqueiral prepara-se para celebrar o seu 10.º aniversário nos dias 19 e 20 de junho, em Santa Maria de Lamas, reafirmando-se como um dos eventos mais singulares da música alternativa em Portugal. Desde 2017, o festival tem desafiado rótulos e convenções, reunindo um público fiel que regressa todos os anos para descobrir propostas musicais fora dos circuitos mais previsíveis.
A edição comemorativa decorrerá entre a arquitectura gaudiniana do Parque da Vila e a talha dourada do Museu de Lamas, numa organização conjunta desta instituição e da Basqueiro – Associação Cultural. O objetivo mantém-se: apostar numa curadoria que privilegia a exploração das zonas mais periféricas da música alternativa, afastando-se das escolhas mais consensuais.
Com o cartaz já fechado, o Basqueiral reúne 16 artistas e projectos distribuídos por vários palcos, cruzando nomes emergentes com bandas experientes. O alinhamento inclui também vários artistas internacionais, entre os quais duas estreias em Portugal.
No dia 19 de junho, sobem ao palco Scúru Fitchádu, Parquet (França), Sunflowers, Servo (França), Yakuza e O Gringo Sou Eu (Brasil).
Já a 20 de junho, o festival recebe DITZ (Reino Unido), Cobrafuma, Grote Geelstaart (Países Baixos), Summer of Hate, Leroy Se Meurt (França), Santa Muerte, Los Sara Fontan (Espanha), Oupaoupaoupa, Kheper Moon e Marionetas Rui Sousa.
Entre os destaques desta edição está o regresso a Portugal dos britânicos DITZ, conhecidos pela forma como subvertem a energia do rock alternativo. Também em evidência estão as estreias nacionais dos franceses Parquet, com o seu avant-rock techno simultaneamente abrasivo e viciante, e dos neerlandeses Grote Geelstaart, que prometem uma abordagem ousada e imprevisível ao universo do rock.
O contingente internacional completa-se com os franceses Leroy Se Meurt, que fundem punk e música electrónica, a dupla espanhola Los Sara Fontan, de sonoridade livre e experimental, os franceses Servo, com a sua hipnose ruidosa, e O Gringo Sou Eu, projecto brasileiro que cruza grime, drill, afrobeat e funk.
No plano nacional, o cartaz inclui vários regressos aguardados, como o caos experimental dos Sunflowers, o punk electrónico de Scúru Fitchádu, o crossover intenso de Cobrafuma e a fusão jazz dançável dos Yakuza. A programação completa-se ainda com o shoegaze distorcido dos Summer of Hate, o ritual punk rave dos Santa Muerte, o experimentalismo jazz-rock dos Oupaoupaoupa, as paisagens sonoras de Kheper Moon e o regresso das Marionetas Rui Sousa, que celebram 25 anos de carreira com os festivaleiros mais jovens.
Um dos momentos especiais desta edição será a inauguração do palco Misturadora, espaço dedicado ao laboratório criativo do festival que, desde 2024, promove colaborações e experiências musicais entre artistas da região. Os projectos Oupaoupaoupa e Kheper Moon, que nasceram dessa iniciativa, serão responsáveis por abrir este palco.
A organização lembra que a lotação é limitada, aconselhando a compra antecipada do Passe Geral, atualmente em segunda fase de pré-venda por 30 euros até 15 de abril. Posteriormente, o preço sobe para 35 euros, chegando aos 40 euros na fase final. Já os bilhetes diários estão disponíveis a partir de 20 euros, aumentando progressivamente nas fases seguintes.
Para quem chega de mais longe, o Basqueiral volta a disponibilizar parque de campismo gratuito para portadores de Passe Geral, reforçando o ambiente de comunidade que caracteriza o festival desde a sua primeira edição.