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22 Maio 2018

Apenas Metade Dos Vossos Amigos Gosta Realmente De Vocês… Diz A Ciência

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Quando chamam alguém de amigo, escusado será dizer que acredita que ele também o considera um amigo – gostma dele, ele gosta de vocês, é recíproco. Porém talvez não seja bem assim…
Já em 2016, um estudo apurou que tal é verdade em apenas cerca de 50% do tempo. Ou seja, apenas metade das supostas amizades são de facto mútuas, e isso é um problema.
A pesquisa realizada por um grupo de investigadores do Massachusetts Institute of Technology (MIT) observou as conexões estabelecidas entre 84 indivíduos, de idades compreendidas entre os 23 e os 38 anos, que frequentavam a mesma aula de gestão.
Foi-lhes pedido que classificassem o seu nível de proximidade com cada individuo daquela classe, numa escala de 0 a 5, na qual o 0 significava “não conheço esta pessoa”, o 3 indicava “é um amigo”, e o 5 significava “é um dos meus melhores amigos”.
Os investigadores concluíram que enquanto que 94% dos indivíduos esperava que os seus sentimentos fossem retribuídos, apenas 53% deles eram de facto.
Apesar do estudo ser algo limitado, a repórter Kate Murphy afirma, num artigo publicado no The New York Times, que os resultados são consistentes com dados obtidos noutras pesquisas sobre a amizade, concluídos na última década. Estudos esses que tiveram em conta mais de 92 mil indivíduos, e que estabeleceram as taxas de reciprocidade de 34% para 53%.
Esta falha na percepção humana quando se trata de amizade aponta para a incidência de vários problemas, desde a nossa inabilidade para definir claramente o que são relações de amizade reais, para o impacto que tal pode ter na nossa auto estima, a formularmos a ideia errada acerca do tipo de pessoa que pode realmente ser um agente de mudança social.
Um dos investigadores que integrou aquele estudo, o especialista em ciência computacional, Alex Pentland, sugere que a inabilidade humana de ‘ler’ os outros, deve-se sobretudo a uma tentativa inconsciente e desesperada de mantermos uma imagem favorável de nós próprios – “gostamos deles, eles só podem gostar de nós”.
Mais ainda o conceito de amizade é algo extremamente difícil de definir. “Peça a alguém que determine o que é a amizade – até a investigadores como Pentland que estudam o tema – e o mais certo é que seja presenteado com um silêncio desconfortável, seguido de ‘hum’”, diz Murphy.
Já o professor Ronald Shepard, professor de Inglês, na Universidade de Vassar, que ensina uma disciplina sobre a literatura da amizade, disse a Murphy: “Tratar os amigos como investimentos e comodidades é uma antítese da ideia fundamental do que é a amizade”.
E acrescentou: “Não se trata sobre o que alguém pode fazer por vocês, mas sim sobre quem e o que vocês os dois se tornam na presença um do outro”.
Shepard salientou ainda que as redes sociais não estão a ajudar neste processo e que passamos mais tempo a enviar mensagens, a colocar ‘gostos’ e a comentar publicações do que a passar tempo real com as pessoas de quem gostamos – e é assim que as percepções de empatia, e de reconhecimento de emoções e de reacções se alteram.
Mas, atenção! Porque as notícias não são más de todo. Se pensarem nos amigos que têm, ou melhor que crêem ter, e reduzir esse número para metade e se acabarem com cinco verdadeiros companheiros com os quais podem sempre contar, então está exactamente onde deviam estar, garante o renomado antropologista britânico, Robin Dunbar.
Segundo um outro estudo conduzido por Dunbar, enquanto que em média cada pessoa consegue manter no máximo cerca de 150 relações sociais minimamente estáveis, por outro lado apenas consegue manter cerca de cinco amizades próximas ao mesmo tempo.

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