The Ex, Cancer House e Liturgy nas novidades da agenda da Galeria Zé dos Bois
A Galeria Zé dos Bois, em Lisboa, continua a preencher a agenda até ao final do ano com vários nomes de destaque.
Em grande destaque está a sessão Super Ballet de 27 de Novembro, dia em que os neerlandeses The Ex (na foto) regressam à ZDB. A histórica e singular banda da cena punk e pós-punk europeia lançaram no ano passado If Your Mirror Breaks, o último capítulo de uma sucessiva evolução que resultou em discos como History Is What’s Happening em 1982 e Pokkeherrie em 1985, em viagens ao noise rock mais melódico, e Instant, um duplo álbum improvisado gravado já na década de 90, poucos anos depois de Scrabbling at the Lock com o violoncelista Tom Cora. As permutas com a improvisação e o jazz permitiu encontrar Thurston Moore e Lee Ranaldo, ‘emprestados’ dos Sonic Youth para Joggers & Smoggers, a fechar a década de 80. Na sua clara apetência para colaborações, a banda mantém ainda uma longa ligação à música do nordeste africano, gravando Moa Anbessa e Y’Anbessaw Tezeta com o falecido saxofonista etíope Getatchew Mekurya. Na primeira parte desta noite vai estar a formação aberta de Y/Compound, um prometido diálogo musical com o sax tenor de Ravenna Escaleira.
Dois dias depois, a 29 de Novembro, o aquário da Galeria Zé dos Bois vai receber Cancer House, banda recente de Chicago que irá apresentar a estreia The Moth num híbrido de slowcore, pós-rock e espírito intemporal que nos remonta à nostalgia sónica de Red House Painters. Já em Dezembro, no dia 2, Ravenna Hunt-Hendrix vai apresentar a solo a música dos seus Liturgy, nova-iorquinos do black metal transcendental assinado em Aesthetica (2011), H.A.Q.Q. (2019) ou 93696 (2023), numa actuação que se antecipa contemplação acústica e hipnose eléctrica de uma arista que descortina novas ópticas além dos blast beats e tremolo picking.
Nas novidades mais recentes da agenda da ZDB está também a apresentação de Wasteland, o novo álbum dos Travo, a 26 de Novembro, a ser apresentado também em Braga (no gnration, a 30 de Outubro) e no Porto (na sala Mouco, a 27 de Novembro), tal como a galesa Gwenifer Raymond, que vai apresentar a tradição primitiva de Last Night I Heard the Dog Star Bark a 12 de Dezembro, um dia antes de o fazer no Radioclube Agramonte no Porto. Já em 2027, no dia 13 de Fevereiro, a sala do Bairro Alto vai receber a art pop e folk contemporânea de Sheherazaad, dois dias depois de concerto novamente no RCA, no Porto.
Recordamos outros concertos já conhecidos da agenda da Galeria Zé dos Bois neste mês de Outubro, como Heroína em noite partilhada com Iguanas e Prado já este sábado, dia 10, Tashi Dorji (dia 13), Alex Zhang Hungtai (dia 15), Alpha Maid (dia 17), Curbside Lambsear (dia 20) e Heith & Tarawangsawelas (dia 23). Em Novembro será a vez de Poison Ruïn e Powerplant em concertos com o condão da Mondo Negro nos dias 4 e 9, respectivamente, antes de keiyaA (dia 10), Superfan (dia 12) e o esgotadíssimo concerto de Geordie Greep fora de portas, no LAV, no dia 15. O mês onze será fechado com Horse Jumper of Love no dia 20, Cloud Nothings no dia 21 e Maria BC no dia 25, antes das sessões já referidas de Travo, The Ex e Cancer House.
Em Dezembro, para além dos mencionados concertos de Liturgy e Gwenifer Raymond, a ZDB vai receber no dia 4 os noruegueses Hammok com a jarda de Roy Batty a acompanhar, para além da sessão emparelhada Or Sobre Blau e Andreu Ubaldo com Kiran Leonard nos dias 16 e 17.