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27 Fevereiro 2020

System of a Down: Baterista John Dolmayan Disse Que Dinheiro, Fama E Bajuladores Travaram O Progresso Da Banda,

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O baterista John Dolmayan voltou a falar, em entrevista à Trunk Nation sobre o hiato criativo no qual os System of a Down se encontra. A banda acabou em 2006 e voltou em 2011, mas, desde então, só fez tourneés esporádicas, sem um novo álbum de estúdio.


O músico destacou que a situação do System of a Down é “disfuncional”. Todos os membros da banda têm projectos paralelos, porém, ainda se reúnem para concertos. “A verdade é que nenhum de nós deveria ter tempo para outros projetos. Deveríamos estar focados na banda e explorar os nossos talentos, a fazer músicas para os System of a Down”, afirmou.

Em seguida, Dolmayan disse que casamentos acabam e longas amizades se dissipam “porque acontece”, especialmente num contexto individual de artistas. “Vais ter discussões e o resultado é: quanto maior a banda, mais as pessoas dizem que tu és o maior, que o teu papel é o mais importante. Alguns ouvem isso mais do que outros e apaixonam-se pelas suas próprias ideias”, comentou.

O carácter “disfuncional” dos System of a Down não foi analisado por Dolmayan porque ele entrou quando o grupo já existia, não sendo membro da primeiríssima formação. O baterista destacou, ainda, que os quatro membros da banda são muito diferentes.
“Eu era amigo deles antes de estar na banda, mas como tudo na vida, quanto mais dinheiro e fama tu tens, mais complicado isso se torna. De alguma forma, perdes mentalidade que te fez chegar a isso, que é ‘nós contra todos’. Acontece em todas as banda. Costumávamos ser nós contra todo mundo, certo? Pensámos: temos algo a provar, vamos fazer as nossas músicas, estamos a lutar, não temos dinheiro… é isso que fortalece”, disse.


O músico pontuou que quando essa mentalidade “nós contra o mundo” é perdida, outras motivações têm que aparecer, senão, torna-se uma “banda de colectâneas”. Ele também reconheceu que é criado um frenesim em torno de alguns grupos específicos, já que não é muito fácil achar bandas principais para festivais de rock nos dias de hoje.

“Sabíamos que conseguiríamos esgotar um lugar com 3 mil pessoas, mas tocamos no sítio para 20 mil pessoas e criámos um frenesim em torno daquele concerto. Também acho que não há tantas bandas para entrar nesses festivais. Há mais festivais e menos bandas a surgir para atrair 50 mil a 70 mil pessoas. Então, precisamos das mesmas bandas. Nos últimos 20 anos, isso diminuiu, porque as editoras não investem mais em bandas como nós”, afirmou.

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Dolmayan apontou que os System of a Down são “únicos”, mas não acha que a banda teria conseguido um contrato com uma editora hoje em dia ou 10 anos antes da formação, no fim da década de 80. “Foi tudo perfeito. Porém, não há muitas bandas de rock ou metal a surgir agora. Isso pode mudar, é cíclico”, concluiu.

Em entrevista recente ao programa “Drinks With Johnny”, do baixista Johnny Christ (Avenged Sevenfold), John Dolmayan também disse que os System of a Down têm que superar os seus problemas. Os últimos álbuns, “Mezmerize” e “Hypnotize”, saíram em 2005. O guitarrista Daron Malakian e o vocalista Serj Tankian chegaram a mandar farpas publicamente por causa disso.


“Tivemos um enorme sucesso uns com os outros, por isso, o ego atrapalha muito, seja nos relacionamentos ou nos negócios, e às vezes, perdes de vista o motivo pelo qual começaste a fazer música junto com aquele pessoal.

Especialmente na música, as pessoas perdem o foco”, disse, inicialmente.

O membro dos System of a Down completou: “É preciso perdoar algumas coisas. Deixar isso para trás e seguir em frente. Os System não conseguiram fazer isso ainda. Temos algumas coisas que nos atrapalharam”

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Apesar disso, John Dolmayan reforçou que a relação entre os integrantes é boa e fez elogios aos System of a Down. “Sou o melhor quando estou com eles (Serj, Daron e Shavo (Odadjian, baixista). Nada que eu faço na música de vai comparar a isto. Estou ciente disso, admiro isso. Tenho, na minha opinião, uma das melhores bandas ao vivoo no mundo. Com todo o respeito a todos, somos os System of a Down. É como vejo isso”, disse.

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