Slash Falou Sobre Reunião Com Axl Rose Passados 20 Anos
Durante uma participação no programa de rádio “Sixx Sense”, comandado por Nikki Sixx, baixista dos Motley Crue e Sixx: A.M., Slash confirmou que não falou com Axl Rose durante 19 anos depois da sua saída dos Guns N’ Roses, mas que desde então ele tem-se emocionando com o que acontece nos palcos todas as noites que a banda toca:
“Durante estes vinte anos, houve sempre o mal estar da separação, mas ao mesmo tempo havia uma parte dentro de mim via tudo como um casamento onde tu amas alguém e aquele sentimento persiste, mas há muita coisa negativa a acontecer. E houve muita coisa que foi propagada pelos media que tomaram proporções gigantescas. Então quando ele e eu falámos pela primeira vez (desde 1996) foi muito, muito bom”.
Slash contou ainda que ele conversou com Axl pela primeira vez em 2015: “Foi pelo telefone, e depois encontrámo-nos quando voltei a casa, porque eu estava na estrada – estava no Peru, lembro-me bem. Foi uma catarse falar fisicamente com ele, porque existia aquela ligação que nunca tinha acabado, e a ligação tornava tudo muito pior, fazia-me ficar fora de mim.”
Depois o guitarrista falou sobre o primeiro concerto da reunião do trio (Axl, Slash e Duff McKagan), que aconteceu no dia 1 de Abril de 2016 no Troubadour de Los Angeles: “Foi absurdamente fantástico, superou as expectativas. Já se passaram 18 meses, e se me tivesses perguntado sobre isto há vinte meses atrás eu diria “não há nenhuma chance, nunca vai acontecer”. Mas aconteceu, e foi maravilhoso”.
Slash diz ainda que é “surreal” olhar para o lado no palco e ver Axl, que disse numa famosa entrevista em 2009 para a Billboard que um dos dois morreria antes que uma reunião acontecesse. “Acontecem estes momentos em que estás no palco e olhas para o lado e pensas: “Wow, isto é brutal!”. E o engraçado é que há algo nesta tournée em particular que não me leva ao passado, para a última tournée que fizemos nos anos noventa, o que acontece agora é algo completamente único em si mesmo. São os mesmos tipos, as mesmas músicas, mas o conjunto da experiência é completamente diferente”.