Slash criticou produtores modernos e defendeu a gravação analógica
Se são guitarristas, provavelmente já se depararam com a crescente popularidade dos simuladores digitais de amplificadores. Embora essas ferramentas ofereçam conveniência e flexibilidade, a lenda dos Guns N’ Roses, Slash, alerta para um impacto negativo que essa tendência está a trazer: a perda da habilidade de gravar guitarras ao vivo de forma autêntica.
Em entrevista à Goldmine, Slash abordou essa questão, destacando que a técnica de captar o som de um amplificador tradicional com microfones está a tornar-se numa “arte em extinção”. O seu novo álbum de blues, “Orgy of the Damned”, foi gravado com instrumentos ao vivo, justamente para preservar essa sonoridade autêntica que ele tanto valoriza.
Slash elogiou o produtor de seu novo disco “Mike Clink”, o mesmo dos clássicos dos Guns “Appetite for Destruction” e “Use Your Illusion I e II”, afirmando que Clink é um dos poucos profissionais que ainda sabem como capturar o som real de uma guitarra. “Mike Clink é um dos últimos moicanos nessa arte. Ele sabe como tirar um som incrível de uma guitarra através de um amplificador, algo que muitos produtores de hoje simplesmente não dominam ,” comentou Slash (via MusicTech.Com).
Mesmo com toda a tecnologia disponível, Slash continua fiel ao método analógico. Ele reconhece o valor dos simuladores digitais, como o AmpliTube 5, que ele usa durante o processo de composição, mas deixa claro que na hora de gravar, prefere os amplificadores tradicionais. “Há algo único na maneira como as colunas reagem e no som que sai . Talvez seja coisa de velha guarda, mas para mim, essa pureza é insubstituível,” explica o guitarrista.
Para os guitarristas que buscam uma sonoridade autêntica, o conselho de Slash é claro: manter vivas as técnicas tradicionais de gravação e não se renderem, completamente à praticidade dos simuladores digitais. Afinal, o som verdadeiro de um amplificador microfonado sempre terá um lugar especial numa produção de alta qualidade.