Serpa obrigado pelo árbitro a jogar com coletes
O jogo deste domingo entre o Serpa e o Moncarapachense, da Série D do Campeonato de Portugal, ficou marcado por uma situação insólita: aos 20 minutos, o árbitro Gonçalo Pereira (Santarém) pediu que a equipa da casa vestisse coletes, para distinguir os equipamentos dos dois emblemas que eram parecidos.
O que é facto é que os números dos jogadores não ficaram visíveis com os coletes, o que segundo o regulamento permite às equipas protestarem o jogo. Segundo apurámos, o Moncarapachense, 2.º classificado da série a dois pontos do líder V. Setúbal, decidiu mesmo avançar com esse protesto no final da partida, disso dando conhecimento ao delegado da FPF. O Serpa venceu o jogo por 2-1, consolidando assim o 9.º lugar da tabela.
auro Santos, treinador do Serpa, que não concordou com a decisão e revelou: “Passei aos jogadores tranquilidade e a ideia de que assumissem que era um treino”. Para o timoneiro dos alentejanos, “a parte traseira das camisolas e os calções eram completamente diferentes” e por isso “essa decisão era desnecessária”.
Jogando em casa, competia à equipa alentejana a mudança de equipamento, mas o Serpa já apresentou o alternativo e, para Mauro Santos “o principal ainda era mais parecido ao do adversário”. Para o treinador, o ideal seria ter existido um acordo antes do jogo: “Se a questão tivesse sido levantada mais cedo, o Moncarapachense poderia ter trazido o seu alternativo, que é preto, e assim isto tinha-se evitado”.
Ainda sobre esta questão insólita, o técnico lembra que o rigor não foi para todos: “O guarda-redes deles estava de preto e por isso deveria também ter jogado de colete, pois a equipa de arbitragem também estava de preto”, assinalou.