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08 Setembro 2026

Raphael Weinroth-Browne lança o novo single «Dissolution»

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Antes do lançamento do seu terceiro álbum de estúdio a solo, Empyrean, agendado para o dia 11 de setembro, e de uma digressão iminente com Einar Solberg no final deste mês, o aclamado violoncelista e compositor canadiano Raphael Weinroth-Browne revela o núcleo emocional do álbum, «Dissolution». A nova faixa é uma desconstrução hipnótica de uma das melodias de violoncelo mais reconhecíveis de J. S. Bach, que se fratura gradualmente da elegância barroca para a distorção, o ruído e o som quase abstrato.

Originalmente composta para a companhia de dança contemporânea britânica James Wilton Dance e para a sua produção BACH Reimagined, a faixa mostra Weinroth-Browne a levar o seu instrumento a extremos extraordinários, utilizando camadas de live-looping, efeitos e repetições para transitar de uma reinterpretação sombria e fúnebre da Sarabande da Sexta Suite para Violoncelo de Bach, passando por um crescendo dramático e operático, antes de finalmente se dissolver em ondas pulsantes de ruído. É uma representação marcante do fascínio de Empyrean pela transformação, pela impermanência e pela fronteira frágil entre a ordem e o caos, questionando o que mantém a música, a vida e a existência em harmonia antes de tudo inevitavelmente começar a dissolver-se.

Raphael comentou sobre o lançamento:

«Dissolution» foi originalmente composta para a produção de dança contemporânea BACH Reimagined com a companhia britânica James Wilton Dance. É a peça central do álbum Empyrean e é, sem dúvida, o seu ápice emocional. De tudo o que lancei como artista a solo, este é, ao mesmo tempo, o meu trabalho mais clássico e o mais experimental até à data.
A peça baseia-se na melodia de abertura da Sarabande da Sexta Suite para Violoncelo de J. S. Bach. Enquanto o andamento original é brilhante e esperançoso, numa tonalidade maior, aqui decidi transpô-lo para menor, rearmonizando a melodia para lhe conferir uma qualidade sombria e fúnebre. A ideia era pegar numa melodia, despi-la da sua coloração harmónica e transformá-la gradualmente, recorrendo a live looping e a efeitos, da pureza barroca ao ruído distorcido, ao longo de muitos ciclos de repetição. O que começa como um coral solene torna-se um solo dramático, quase operático, antes de dar lugar a um turbilhão agitado de distorção — não muito diferente de algo que se poderia ouvir de Godspeed You! Black Emperor — e finalmente dissolver-se em ondas pulsantes de ruído.
Ao trabalhar na música para o espetáculo BACH Reimagined, um dos conceitos que o James Wilton e eu discutimos foi a convergência e a colisão da religião e da ciência no tempo de Bach e de Sir Isaac Newton. Com «Dissolution», quis explorar essa dicotomia — a interseção entre a beleza e a abstração — e colocar a questão: ‘o que mantém a música em harmonia e evita que ela se dissolva no caos?
Para o vídeo musical, viajei do Canadá para o Reino Unido para filmar na deslumbrante costa norte de Cornualha, numa variedade de cavernas espetaculares, dunas de areia e no próprio oceano. Uma vez que «Dissolution» parecia ser a pièce de résistance tanto do espetáculo de Bach como do álbum Empyrean, queria muito destacar a dança incrível do James e da Sarah com o vídeo desta faixa, de forma a celebrar a nossa colaboração e a partilhá-la mais amplamente para além das nossas atuações em digressão. O poder inspirador da natureza e dos elementos está aqui em plena exibição, conferindo ao vídeo uma atmosfera intemporal e épica.

O disco está à venda aqui!

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Com uma agenda de concertos preenchida este ano, incluindo digressões europeias ao lado de Earthside e Einar Solberg no horizonte e o lançamento de «Empyrean» previsto para o final do ano, Raphael Weinroth-Browne continua a levar o violoncelo muito além das expectativas, em direção a algo infinito, luminoso e profundamente transcendental.

22 de setembro – Mouco, Porto, Portugal (a solo e com Einar Solberg) e 23 de setembro – República da Música, Lisboa, Portugal (a solo e com Einar Solberg)

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