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28 Junho 2023

Peter Frampton Explicou Porque Decidiu Sair Da Reforma

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Peter Frampton foi diagnosticado com miosite por corpos de inclusão – uma doença degenerativa que afecta os músculos, sobretudo dos braços e das pernas. Por causa da saúde, o músico anunciou em 2019 a sua reforma dos palcos e chegou a realizar uma tourneé de despedida, concluída no fim do ano passado – tocando sentado nos concertos finais.

Logo após o então concerto derradeiro, realizado em Dusseldorf, Alemanha, no último mês de novembro, uma performance gratuita em Nashville, nos Estados Unidos, foi marcada para Janeiro. Meses depois, Peter comunicou que voltaria aos concertos com uma digressão pela América do Norte, entre junho e agosto de 2023, com a “Never Say Never Tour”.

Em entrevista ao Ultimate Classic Rock, o artista explicou por que decidiu deixar a reforma de lado. Não houve um motivo específico além da vontade de tocar novamente. 

“Eu desisti da reforma. Fizemos a tourneé de despedida nos Estados Unidos e no Canadá em 2019 e terminamos esses concertos em maio de 2020. Íamos para a Europa em seguida, mas tudo parou por causa da covid-19. Pensei que não daria para continuar até que conseguiram uma data no Royal Albert Hall, em Londres, em novembro de 2022. Então nós fomos, fizemos uns oito concertos na Europa, o que foi incrível. E então tocámos num programa de TV com um público convidado nos Estados Unidos e pensei: ‘se ainda posso tocar, porque é que estou sentado em casa?’. Tenho que ser honesto, é diferente, as minhas mãos não são tão fortes, então cada nota que toco é importante para mim. Estou a dar agora mais valor para cada nota como nunca antes, por causa da situação. E o tempo não é meu amigo.”

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Por ser autoimune, a miosite por corpos de inclusão não tem um tratamento efectivo recomendado. Com o tempo, os danos em relação aos movimentos podem tornar-se mais sérios. Justamente por isso, o guitarrista quer aproveitar o momento.

“Foi difícil tomar essa decisão de voltar no início porque eu tinha feito a declaração de que queria parar enquanto ainda pudesse tocar bem, o que aconteceu na tourneé final. Eu ainda estava praticamente no meu auge. E as coisas decaíram um pouco, mas a minha banda disse: ‘Do que é que estás a falar? Não notámos nenhuma diferença’. Então eu disse: ‘Bem, eu sei’, por causa das escolhas que faço durante os solos improvisados. As minhas escolhas são diferentes, mas não são piores. É apenas uma maneira diferente de tocar. É desafiante, eu doro um desafio, e é quase mais fixe. É tão estranho. Como o ‘menos’ pode ser mais fixe? Não sei, mas estou apenas a gostar do facto de que ainda posso tocar.”

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