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17 Agosto 2020

Ozzy Osbourne, Tony Iommi E Geezer Butler Recordaram O Início Dos Black Sabbath Numa Nova Entrevista

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A importância histórica dos Black Sabbath para a música contemporânea é indiscutível, no entanto, Ozzy Osbourne (vocal), Tony Iommi (guitarra), Geezer Butler (baixo) e Bill Ward (bateria) enfrentaram no começo das suas carreiras muito cepticismo e hesitação por parte do mercado discográfico da época – a saber: final dos anos 60.

Como todos sabem, a banda vingou, tornou-se a precursora do heavy metal e o resto, claro, é história! E para relembrar um pouco do começo de carreira dos Sabbath, Ozzy, Tony e Geezer conversaram com a revista inglesa, Metal Hammer, e alguns excertos da conversa podem ser lidos abaixo.

Metal Hammer: “Se os malucos e prostitutas da Europa gostaram de vocês, teriam ainda mais dificuldade em convencer as editoras locais a contratá-los. Foram rejeitados por 14 editoras”.

Geezer Butler: “Sempre nos disseram para irmos embora e ‘escrever músicas de verdade’, pelo menos as editoras que tiveram a decência de dizer qualquer coisa. A maioria delas saíam a meio da música “Black Sabbath”.

Jim Simpson (primeiro empresário): “Eu conhecia um editor, David Platts, que nos deu 1.000 libroas para gravar um álbum, assim, poderíamos levar às editoras para convencê-los a contratar-nos. A condição era que usássemos um produtor que eles tinham, Rodger Bain”.

Geezer Butler: “Cada um ganhou 100 libras e o resto gastámos no álbum. Eu comprei um casaco e um aparelho de som para poder tocar discos. Mas alguém invadiu o meu apartamento e roubou o aparelho de som, então tudo que eu tinha para mostrar o pagamento do primeiro álbum era um casaco”.

Ozzy Osbourne: “Nós não tínhamos nenhuma experiência, excepto tocar ao vivo. O Jim Simpson disse-nos: ‘No caminho para a Suíça, parem no Regent Sound [estúdio, em Londres] e gravem o vosso álbum’”.

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Tom Allom (engenheiro de som do Black Sabbath): “Eu nunca tinha visto a banda, não fazia ideia de como era o som e não tinha ouvido nada parecido antes. Fiquei completamente perplexo com o som. Mas o Rodger Bain entendeu completamente o que eles estavam fazendo”.

Geezer Butler: Nós fizemos tudo exactamente como se fosse um concerto: mont+amos o equipamento, colocámos microfones na frente dos alto-falantes e da bateria e gravámos o álbum”.

Tony Iommi: “Demorou um dia para gravar. No dia seguinte foi a mistura. Depois, desaparecemos pela Europa. Nós nem ouvimos o álbum”.

Ozzy Osbourne: “Quando voltámos da Suíça, Jim disse: ‘Vamos tocar o vosso álbum, está finalizado’”.

Jim Simpson: “Nós encontramo-nos na New Street Station, em Birmingham, e fomos para minha casa”.

Ozzy Osbourne: “O disco começou cheio de trovões e relâmpagos e surpreendeu-me”.

Jim Simpson: “A editora colocou os efeitos sonoros depois. A banda não sabia nada sobre isso. Foi a primeira vez que eles ouviram tudo aquilo”.

Geezer Butler: “Cada um tinha só uma cópia. Fiquei muito apreensivo em mostrar o álbum aos meus pais, pois eles eram católicos convictos e eu temia que eles vissem a cruz invertida na capa. Não tenho certeza se eles já viram isso”.

Ozzy Osbourne: “A minha mãe e o meu pai colocaram o álbum no gira-discos. Depois de o ouvir, o meu pai virou-se, olhou para mim e disse: ‘Posso perguntar-te uma coisa, filho? Tens certeza de que só bebes cerveja’”?.

A entrevista completa (em inglês) pode ser lida aqui

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