Novo estudo vai desiludir os fãs de Titã, a maior lua de Saturno
Um estudo hoje divulgado sugere que Titã, a maior lua de Saturno, pode não ter um vasto oceano de água líquida sob a sua superfície gelada, como se pensava anteriormente.
O estudo, publicado na revista científica Nature, foi coordenado pela agência espacial norte-americana (NASA), que reanalisou dados da sonda Cassini com mais de dez anos.
“Em vez de um oceano aberto, como o que temos na Terra, estamos provavelmente a falar de algo mais parecido com gelo marinho no Ártico ou aquíferos, o que tem implicações para o tipo de vida que [supostamente] poderia ser encontrada, mas também para a disponibilidade de nutrientes, energia…”, sustentou Baptiste Journaux, um dos autores do estudo, que leciona Ciências da Terra e do Espaço na Universidade de Washington, nos Estados Unidos.
No estudo, os cientistas modelaram Titã com um oceano, mas os resultados não bateram certo com a conclusão anterior de que a lua de Saturno tinha um grande oceano de água líquida sob a sua superfície de gelo.