Nicklas Bendtner: «Aos 24 anos, gastei tudo o que tinha em vinho, casas e arte»
Retirado do futebol profissional há três anos, Nicklas Bendtner sempre foi uma personagem um tanto ou quanto extravagante, e o próprio nunca o escondeu.
Em entrevista a Daily Mail, o antigo avançado do Arsenal reconheceu isso mesmo e revelou que gastou muito dinheiro ao longo da carreira em… vinho.
«Na seleção da Dinamarca, nos bancos de trás do autocarro todos os jogadores mais velhos falavam sempre sobre vinho. Por isso coleciono vinho desde os 19 anos. Quando estávamos em concentração, todos levávamos uma garrafa de vinho à segunda-feira. Neste momento, tenho cerca de 50 mil garrafas de vinho», recordou.
«Quando tinha 24 anos, gastei basicamente todo o dinheiro que tinha em vinho, casas e arte. Deixaram-me sozinho com o meu dinheiro. Tive muito apoio no clube [Arsenal], mas nem tanto fora do campo. Uma das coisas que gosto em mim é que adoro ter novas experiências. Nunca digo nunca, prefiro tentar. O dinheiro desaparece rápido quando se compra vinho de 150 mil euros», acrescentou.
Conhecido também por ser apreciador de festas, o antigo internacional dinamarquês recordou o dia em que comprou uma mota Harley-Davidson depois de uma noite em Las Vegas.
«Não precisávamos. Conduzimos um bocado e depois fomos devolvê-la, ainda recuperei algum do dinheiro.»
«Gastei muito dinheiro em apostas. Quando se tem aquele pico de felicidade no futebol, é difícil encontrá-lo noutras situações. Joga-se para se ter esse sentimento e só se consegue ter se estiver muita coisa em jogo. Jogávamos a tudo. Só se tem jogos duas vezes por semanas, por isso procura-se essa sensação. Mais tarde, percebi que não importa se ganhamos ou perdemos. Ninguém ganha a apostar, por isso acabei por parar de prejudicar-me a mim próprio», continuou.
Bendtner admitiu que tem saudades do futebol – «sinto falta dos colegas de equipa, do balneário, de entrar no relvado, das brincadeiras, de sair para os grande estádios», admitiu – e relembrou o grave acidente que sofreu quando estava no Arsenal, a conduzir um Aston Martin, e que nunca mais lhe permitiu ser o mesmo.