Neurologista revela hobby que atrasa o envelhecimento do cérebro
Qualquer passatempo que o faça pensar e, que envolva alguma destreza cerebral, já será mais do que suficiente para ajudar o cérebro a trabalhar. Contudo, há algo que pode aprofundar o desenvolvimento intelectual, sem que sequer se aperceba.
Neurologistas revelaram ao Huff Post que este hobby pode até ser muito mais prazeroso e, acredite ou não, nunca é tarde para começar a incluí-lo na sua vida.
Por isso, se quer mesmo fortalecer as suas capacidades cerebrais durante mais anos, talvez lhe pareça bem se começar a tocar algum instrumento.
Os hobbies não devem ser vistos como um sacrifício e, portanto, se gosta de música, este passatempo facilmente se pode converter numa atividade diária cheia de benefícios.
Um estudo publicado no International Journal of Geriatric Psychiatry com mais de mil pessoas mostra que, à medida que envelhecemos, esta prática poderá ter efeitos diretos para a saúde.
Os participantes desta investigação relataram uma crescente melhoria no desempenho da avaliação cognitiva, que analisou a “memória de trabalho e a função executiva”, à medida que foram expostos a diferentes estímulos musicais, desde ouvir música, tocar um instrumento e cantar. impactaram o comportamento cognitivo e compararam isso a pessoas sem formação musical.
“Este estudo longitudinal de grande escala sustenta pesquisas anteriores indicando que a prática de atividades ligadas à área da música suporta a saúde cognitiva ao mesmo tempo que ajuda a melhorar a memória e a reduzir o risco de declínio cognitivo relacionado com a idade”, aponta o médico Gary Small, especialista em memória, cérebro e envelhecimento da Hackensack Meridian Health em Nova Jersey, à mesma fonte.
“Tocar um instrumento musical envolve uma grande parte da sua função executiva, então é perfeitamente natural que pessoas com formação musical vejam uma melhoria nas capacidades do cérebro”, refere Golnaz Yadollahikhales, neurologista do Cedars-Sinai, na Califórnia.
Note que a função executiva, segundo descrevem estes especialistas, diz respeito à “capacidade de fazer várias coisas ao mesmo tempo e de se organizar, além de ser capaz de sequenciar e priorizar tarefas”, explica Fesharaki Zadeh.
“Ser cognitivamente ativo ao longo da vida pode ter um papel protetor” na saúde cerebral, acrescenta o especialista.