Neil Young: “posso vir a ser preso” por criticar Trump
Através da sua plataforma Neil Young Archives, Neil Young escreveu que “se falar de Donald J Trump”, o Presidente dos Estados Unidos, “poderei vir a ser barrado ou colocado numa cela, obrigado a dormir sobre chão de cimento e com uma manta de alumínio, quando regressar à América. Isto já está a acontecer. Os vários países já têm novas recomendações para quem regressa” aos Estados Unidos, como o caso de Portugal, pela voz do ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel
Neil Young tem sido um dos músicos mais críticos de Donald Trump, desde que o político republicano voltou ao cargo de Presidente em janeiro. O folk-rocker de 79 anos prevê ainda implicações para a sua digressão norte-americana. “Se eu disser alguma coisa má de Donald Trump ou da sua administração, posso vir a ser impedido de reentrar nos Estados Unidos. Quem sabe o que me poderá acontecer, tendo eu dupla nacionalidade”, escreve Neil Young, que tem as nacionalidades canadiana (de origem) e norte-americana (adquirida).
“Se o facto de eu achar que Donald Trump é ‘o pior Presidente da história do nosso grande país’ me impedir de voltar, o que isso dirá da liberdade?”, alerta Neil Young, que acrescenta que “parece que aqueles que falam abertamente para expressar as suas opiniões estão mais vulneráveis diante de uma não-existente lei de Trump”.
Neil Young conclui o seu texto com uma invocação misturada com uma pergunta: “Um país indivisível, com liberdade para todos. Lembram-se? Eu sim”.
Neil Young vai fazer uma digressão europeia em junho e julho pelo centro e norte da Europa, antes de regressar à estrada da América do Norte nos meses de agosto e de setembro.
O músico tem um longo passado de ativista. A sua música de intervenção mais famosa é ‘Keep On Rockin’ In The Free World’, muito tocada por outros artistas, sobretudo os Pearl Jam, mas também os Bon Jovi, Patti Smith ou Lucinda Williams.