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25 Junho 2026

K.K. DOWNING sobre a reunião dos JUDAS PRIEST: «Não é, de forma alguma, o que eles querem»

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O guitarrista fundador dos JUDAS PRIEST, K.K. DOWNING, voltou a deitar água fria sobre a possibilidade de regressar à banda lendária do metal, afirmando sem rodeios que uma reunião «não é, de forma alguma, o que eles querem».

Numa nova entrevista, Downing refletiu sobre a sua relação com a sua antiga banda, com quem foi homenageado na cerimónia de indução ao Rock and Roll Hall of Fame de 2022. «Já está a ficar muito tarde», disse ele sobre as hipóteses de um regresso. «Mas acho que a situação é, infelizmente, essa… com o Rob, o Ian e os rapazes que estão agora nos JUDAS PRIEST, não é de forma alguma o que eles querem.» Downing salientou que qualquer reunião exigiria um desejo mútuo genuíno de todas as partes — algo que ele não acredita que exista.

Ele também apontou para realidades práticas, reconhecendo que a idade é um fator limitante e observando que o colega guitarrista Glenn Tipton, que tem lutado contra a doença de Parkinson, não consegue realizar um concerto completo. Downing deixou os JUDAS PRIEST em 2011 e, desde então, tem liderado a sua própria banda, os KK’S PRIEST, ao lado de antigos membros dos PRIEST, mantendo vivo o som clássico à sua maneira.

Apesar das tensões persistentes, Downing falou calorosamente sobre a própria honra do Rock Hall, enquadrando-a como um marco significativo para o heavy metal no seu conjunto. «É fantástico receber esse prémio, e é algo a valorizar, porque quando se chega a uma certa fase da vida, acho que é único», afirmou. Sublinhou também a raridade com que o género recebe tal reconhecimento: «Talvez apenas os BLACK SABBATH e os JUDAS PRIEST tenham sido introduzidos no Rock and Roll Hall of Fame entre as bandas de metal hardcore.»

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Essa observação reflete uma frustração de longa data entre os fãs de metal, que têm visto os pioneiros do género serem ignorados há décadas pelas instituições do mainstream. Para Downing, a inclusão validou uma vida inteira de trabalho a ajudar a construir o heavy metal a partir do zero — mesmo que o homem que co-escreveu tantos clássicos dos JUDAS PRIEST veja agora a banda seguir em frente sem ele. Uma reunião que fechasse o ciclo, segundo ele próprio, continua firmemente fora de questão.

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