Jack White Fez Um Apelo Para Que As Editoras Construam As Suas Próprias Fábricas De Discos De Vinil
Em 2017 Jack White expandiu as operações da editora Third Man Records abrindo uma fábrica de discos de vinil.
Observando a popularidade das vendas deste formato nos últimos anos, o lendário músico fez um apelo às grandes editoras pedindo para que elas invistam nas suas próprias fábricas de prensagem.
Num vídeo publicado na conta da TMR no YouTube, White aparece a andar pela sua fábrica enquanto fala sobre o problema da cadeia de suprimentos do vinil, que surgiu com a alta demanda recente do formato. Ele disse:
É 2022 e já não é uma moda passageira – os discos de vinil explodiram na última década e a demanda é incrivelmente alta. Uma pequena banda punk não consegue gravar o seu disco sem esperar de 8 a 10 meses… Como os MC5 disseram uma vez: ‘Vocês ou são parte do problema ou parte da solução’.
Numa declaração escrita, Jack White aprofundou-se sobre o assunto e disse (via Stereogum):
Embora todo o investimento e estrutura em vinil na última década se tenha originado de empresas e investidores independentes, os maiores problemas que vemos agora exigem grandes soluções.
Nesse espírito, recorro aos nossos irmãos mais velhos no mundo da música, Sony, Universal e Warner, e imploro educadamente a eles que ajudem a aliviar esse atraso infeliz e comecem a dedicar recursos para construir as próprias usinas de prensagem.
O músico apontou que a principal questão não está ligada a grandes editoras contra pequenas editoras e nem à música independente versus o mainstream, ou o punk contra o pop. Ele declarou:
A questão é, simplesmente, que TODOS criámos um ambiente em que a demanda sem precedentes por discos de vinil não consegue acompanhar a oferta rudimentar deles.
No início deste ano, um relatório da MRC Data em parceria com a Billboard indicou que as vendas de vinil superaram os CDs em quantidade de cópias pela primeira vez em 30 anos.
O formato que ressurgiu com força, correspondeu a 38,3% de todas as vendas de álbuns, incluindo físicos e digitais, nos Estados Unidos.
O problema é que todo esse interesse no bom e velho disco fez com que as grandes editoras passassem a lançar a maioria dos seus novos álbuns em vinil, isso sem contar as prensagens de clássicos antigos.
Como elas costumam ter mais dinheiro, mais influência e artistas maiores, são priorizadas nas fábricas e acabam “empurrando” artistas independentes, que ficam no final da fila e esperam longos meses pela finalização das suas obras.