JÁ SAIU O NOVO DISCO DE UM CORPO ESTRANHO
ntre o que acontece todos os dias e as histórias que fazemos disso, nasce Fábulas Mundanas e outros Contos de Cantar, o novo álbum de Um Corpo Estranho, editado hoje pela Malafamado Records.
Ao longo de doze temas, o duo Setubalense cruza realidade e imaginação para falar de guerra, poder, tempo, amor, esperança e da condição humana. As “fábulas mundanas” do título são precisamente essas histórias que habitam o quotidiano, transformadas em canções onde o real e o imaginado se confundem.
Partindo de situações, personagens e acontecimentos que fazem parte do mundo que nos rodeia, Pedro Franco e João Mota encontram na observação do quotidiano um ponto de partida para as suas canções. Entre o que é vivido, imaginado ou simplesmente observado, surgem histórias que procuram olhar para o presente através de diferentes perspectivas.
Esta ideia prolonga-se também na identidade visual do álbum, com colagens digitais de Pedro Franco, tratamento de imagem de Andreia Reisinho Costa, fotografia de Rui David Luís e design de Raul Reis, estabelecendo uma ligação entre a música e a imagem.
O disco conta com as participações de Adolfo Luxúria Canibal, Cátia Mazari Oliveira (A Garota Não), Diogo Sousa e Paulo Cavaco.
Fábulas Mundanas e outros Contos de Cantar foi produzido por João Mota e Pedro Franco, misturado e masterizado por Sérgio Mendes.
O álbum contou com o apoio da Fundação GDA.
Na música de João Mota e Pedro Franco, o duo Um Corpo Estranho, a estranheza apensa à designação é coisa de uma fugacidade momentânea. Não se juntaram por acaso – escolheram-se. Tiveram suficientes bandas, passaram por experiências musicais q.b. para que, no momento de, qual ritual de acasalamento, seleccionarem o parceiro ideal o fizessem com o saber acumulado responsável por: a) olharem para trás e verem no outro a cumplicidade que nunca tinham conseguido repetir daí em diante; b) terem o discernimento de perceber que a música se pode fazer a dois e não obrigatoriamente a quatro ou cinco.
Pedro e João conheceram-se aos 15 anos, altura em que a vontade de pegar numa guitarra partia do mesmo movimento ascendente de querer trepar até sonhos de reconhecimento, feitos artísticos, plateias em delírio e rendidas a canções tão importantes quanto a própria vida. Quando, passado um longo hiato em que a amizade ficou em lume brando, os dois voltaram a encontrar-se, foi também esse lastro de sonho amparado agora pela maturidade a reacender nos dois e a grudar-se nas canções nascentes. Depois, com orgulho de pais, foi adubar-lhes o caminho a essas canções e vê-las crescer, quererem sair de casa, resmungarem a toda hora, tornarem-se autónomas e só já precisarem deles para que o mundo não as estranhe em demasia.
Preparam-se agora para lançar o décimo trabalho de estúdio. Produzido por João Mota e Pedro Franco, misturado e masterizado por Sérgio Mendes, Fábulas Mundanas e outros Contos de Cantar sai hoje com o selo da Malafamado Records e o apoio da Fundação GDA.
Teve como cartão de visita “Grifo”, primeiro single do disco acompanhado de um videoclipe.